sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Programa reencarnatório

Francisco Muniz

“Não vos espanteis do que eu disse, que é preciso que nasçais de novo. O Espírito sopra onde quer, e ouvis sua voz, mas não sabeis de onde ele vem e para onde ele vai. Ocorre o mesmo com todo homem que é nascido do Espírito.” 
(João, 3:1 a 12) 
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De vez em quando, um crítico do Espiritismo busca um adepto da Doutrina para contestar determinados princípios, como, por exemplo, a afirmação de que os Espíritos evoluem principalmente no aspecto moral, criticando o fato de que o crime, a violência, as guerras e os vícios campeiam na Terra. Também fazem questão de se colocar contrariamente à tese da reencarnação, também ligada ao processo evolutivo, sob o argumento de que se fosse como os espíritas apregoam, haveria o mesmo número de encarnados, do ponto de vista populacional, e o progresso moral seria então efetivo. No entanto, dizem, a população do globo só aumenta e os distúrbios entre os homens parece apontar para uma direção completa oposta às afirmações do Espiritismo.

Estaríamos errados, segundo a concepção apriorística dos críticos. E eles seriam melhor informados se se dispusessem a ler com mais atenção certas obras espíritas, a exemplo de Reencontro com a Vida (Manoel Philomeno de Miranda, pela psicografia de Divaldo Franco), em cujo capítulo 20 da primeira parte, intitulado “Programa reencarnatório”, no qual o autor espiritual explica o panorama conflitivo do planeta na atualidade. Segundo Philomeno, a causa de muitos dos problemas sociais, relacionais e comportamentais que experimentamos presentemente está na reencarnação praticamente em massa de verdadeiras legiões de Espíritos ainda na inferioridade, necessitados do devido reajustamento perante as sábias leis divinas.

Convém notarmos, para o bom entendimento das lições desse capítulo, que a palavra “programa” não significa exatamente planejamento, mas ação dos benfeitores espirituais que, em nome de Deus e do Cristo, executam o processo de recambiamento dos Espíritos para as experiências corretivas na matéria. E para compreendermos um pouco mais a diferença entre programa e planejamento, basta recordarmos a informação de André Luiz nas páginas de Missionários da Luz (psicografia de Francisco Cândido Xavier) ao referir-se à reencarnação de Segismundo. Aí, André salienta que a atividade de planejamento de uma encarnação é algo excepcional, porquanto a grande maioria dos reencarnantes obedece a “moldes padronizados”.

Com efeito, Manoel Philomeno ressalta que os bilhões de Espíritos ainda estacionados nas expressões do primarismo e da inferioridade moral são “programados de urgência para que mergulhem nas roupas físicas, a fim de apressarem o processo de evolução pessoal”. Sendo assim, é fácil concluirmos que, nesse processo, não é possível delinear qualquer planejamento específico. Quer dizer, não há um roteiro especial para o aprendizado desses seres, que, digamos assim, são deixados à própria sorte, ainda que assistidos pela divina misericórdia, que a ninguém desampara: “À medida que assumem as vestimentas orgânicas, desvelam os valores que lhes são peculiares, não poucas vezes dificultando a marcha ascensional das demais criaturas ou embaraçando-as com as torpezas que lhe são normais”.

Eis aí uma descrição dos tempos de intolerância, de preconceito, de exacerbação do egoísmo que presenciamos neste momento, confirmando as palavras do Cristo acerca do escândalo, que, embora necessário, penalizará aqueles que o promovam. Também convém salientar que reagir a tal comportamento é igualmente escandalizar, de forma que somos exortados a cada vez mais insistentemente orarmos e vigiarmos, para não nos vermos enredados no mesmo cipoal. Mais que execração, esses nossos irmãos infortunados carecem de maior manifestação de caridade, na forma de esclarecimento, e compaixão de nossa parte, de forma a também quitarmos uma parte de nossos muitos débitos contraídos junto à Lei.

A esse respeito, Philomeno nos diz que, ante esse quadro, não devemos ver o predomínio do mal entre as criaturas: “Há muito joio na seara, no entanto, o trigal nutriente é mais exuberante e produtivo”, afirma o Orientador, acrescentando que “para transformar a erva má em alimento, é que a reencarnação faculta a todos as mesmas oportunidades de modificação da estrutura fundamental de que se constituem”. 

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Das humanidades

Quando era eu um reles barnabé e prestava serviço à Universidade Federal da Bahia, ouvi de um professor da área médica que o Homem é uma verdadeira praga no corpo do planeta, por ser capaz de acumular arsenais bélicos com o poder de destruir a Terra três vezes! Então militante nas hostes da Doutrina Espírita, presunçosamente eu acreditava que sabia um pouco mais que o amigo acadêmico, apenas porque admitia a imortalidade da alma e ele, hoje na Pátria da Verdade, talvez fosse materialista, e assim considerei: "Se o Homem é o problema, ele também é a solução".
Sigo pensando do mesmo jeito, que ainda não encontrei, em meio ao negativismo reinante, motivos verdadeiramente fortes que me façam mudar de ideia. Sim, enquanto espécie, o Homem é tanto o bem quanto o mal no seio de Gaia e essa condição fica muito bem retratada nos poemas realistas de João Fernando Gouveia neste livro inspirado e inspirador. Nesses poemas, a humanidade é implacavelmente reduzida a suas duas feições naturais: forma e essência, das quais o leitor logo se aperceberá principalmente porque o autor se vale, magistralmente, do pensamento condutor de Augusto dos Anjos, cujo estro encharcado da seiva da vida angustiada ante a morte inevitável questiona a humana fragilidade.
João, desse modo, nos dá uma aula de filosofia, transitando do ponderável ao transcendental, das questiúnculas próprias do ser humano que só enxerga o mundo a partir de sua pequenez às graves argumentações da astronáutica e da biologia, da física e da economia. "Alguém possui uma resposta plausível?" - indaga ele, por sua vez, recordando a eterna dúvida sobre quem somos nós: "Baratas tontas?" - arrisca.
Mas ao mesmo tempo que interroga João Gouveia oferece possibilidades de solução do grande mistério que é o Homem, revelando pistas de sua milenar viagem pelo tempo em busca da razão de si mesmo. Enquanto isso, ele - o Homem - desenvolve sua história, cria o progresso, cresce perante a Natureza que o cerca e, queira ou não, ajoelha-se perante a poderosa força criadora que é seu Criador.
Gigante do pensamento, o Homem vai às distantes galáxias e apequena-se ante a dor que o aniquila; herói das sagas da formação dos povos, sofre ante os impositivos da morte. Que é o homem, por que nos dizemos humanos, que vem a ser nossa humanidade se o mais das vezes, belicosos como (ainda) nos vemos, comprazemo-nos derramando o sangue de um semelhante, desconhecendo ser esse sangue a mesma seiva que nos corre nas veias?
Mas um dia virá o despertamento - pela poesia? pela ciência? pela religião?
Um dia o Homem se descobrirá, revelando seu mais torturante enigma. Nesse dia, praza aos Céus, ele se lembrará de que o chão do planeta, ainda tão adusto, já foi pisado inúmeras vezes por antigos profetas, filósofos, luminares do saber, da arte e da ciência que deixaram aqui traços da imortal sabedoria, esperando que nós, seus herdeiros, refaçamos o caminho da ancestralidade e assim defrontemos nossa verdadeira face. 

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Os restos da Idade Média

AUTO DE FÉ DAS OBRAS ESPÍRITAS EM BARCELONA
(Revista Espírita, novembro de 1861 - por Allan Kardec)

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Nada informamos aos leitores sobre esse fato, que já não o saibam através da imprensa. O que é de admirar é que jornais na aparência bem informados, o tenham posto em dúvida. A dúvida não nos surpreende, pois o fato em si parece tão estranho nos dias que vivemos; está de tal modo longe de nossos costumes que, por maior cegueira que reconheçamos no fanatismo, a gente pensa sonhar ao ouvir dizer que as fogueiras da Inquisição ainda se acendem em 1861, às portas da França. Nestas circunstâncias, a dúvida é uma homenagem prestada à civilização europeia, ao próprio clero católico. Hoje, em presença de uma realidade incontestável, o que mais deve admirar é que um jornal sério, que diariamente cai com todas as forças sobre os abusos e invasões do poder sacerdotal, para assinalar esse fato não tenha senão algumas palavras de censura, acrescentando: “Em todo o caso, não seríamos nós que nos divertiríamos neste momento em fazer girar mesas na Espanha” (Le Siècle de 14 de outubro de 1861). Então o Siècle ainda está vendo o Espiritismo nas mesas girantes? Também ele ainda está suficientemente enceguecido pelo ceticismo para ignorar que toda uma doutrina filosófica, eminentemente progressiva, saiu dessas mesas, de que tanto zombaram? Ele ainda não sabe que esta ideia fermenta em toda parte; que em toda parte, nas grandes cidades como nas pequenas localidades, de alto a baixo da escala social, na França e no estrangeiro, esta ideia se espalha com inaudita rapidez; que por toda parte agita as massas que nela saúdam a aurora de uma renovação social? O golpe com que julgaram feri-lo não é um indício de sua importância? Ninguém se atira assim contra uma infantilidade sem consequências, e D. Quixote não voltou à Espanha para se bater contra moinhos de vento.

O que não é menos exorbitante, e nos admiramos de não se ver nenhum protesto enérgico contra isso, é a estranha pretensão que se arroga o Bispo de Barcelona, de policiar a França. O pedido de devolução das obras foi respondido com a recusa assim justificada: “A Igreja católica é universal, e sendo estes livros contra a fé católica, o governo não pode consentir que eles vão perverter a moral e a religião de outros países”. Assim, eis um bispo estrangeiro que se institui juiz do que convém ou não convém à França! Então a sentença foi mantida e executada, sem pelo menos isentar o destinatário das taxas alfandegárias, de que lhe exigiram o pagamento.

Eis o relato que nos foi dirigido pessoalmente:

“Hoje, nove de outubro de mil oitocentos e sessenta e um, às dez e meia da manhã, na esplanada da cidade de Barcelona, no lugar onde são executados os criminosos condenados ao último suplício, e por ordem do bispo desta cidade, foram queimados trezentos volumes e brochuras sobre o Espiritismo, a saber:

“A Revista Espírita, diretor Allan Kardec;
“A Revista Espiritualista, diretor Piérard;
“O Livro dos Espíritos, por Allan Kardec;
“O Livro dos Médiuns, pelo mesmo;
“Que é o Espiritismo, pelo mesmo;
“Fragmento de sonata ditada pelo Espírito de Mozart;
“Carta de um católico sobre o Espiritismo, pelo Dr. Grand;
“A História de Joana d’Arc, ditada por ela mesma à Srta. Ermance Dufaux;
“A realidade dos Espíritos demonstrada pela escrita direta, pelo Barão de Goldenstubbe.

“Assistiram ao auto de fé:

“Um sacerdote com os hábitos sacerdotais, com a cruz numa mão e uma tocha na outra;
“Um escrivão encarregado de redigir a ata do auto de fé;
“O secretário do escrivão;
“Um empregado superior da administração da alfândega;
“Três serventes da alfândega, encarregados de alimentar o fogo;
“Um agente da alfândega representando o proprietário das obras condenadas pelo bispo.
“Uma inumerável multidão enchia as calçadas e cobria a imensa esplanada onde se erguia a fogueira.

“Quando o fogo consumiu os trezentos volumes ou brochuras espíritas, o sacerdote e seus ajudantes se retiraram, cobertos pelas vaias e maldições de numerosos assistentes, que gritavam: Abaixo a Inquisição!
“Várias pessoas, a seguir, aproximaram-se da fogueira e recolheram cinza”.

Uma parte dessas cinzas nos foi enviada, onde se encontra um fragmento do Livro dos Espíritos, consumido pela metade, que nós conservamos preciosamente, como um testemunho autêntico desse ato de insensatez.

À parte qualquer opinião, este caso levanta grave questão de direito internacional. Reconhecemos ao governo espanhol o direito de interditar a entrada em seu território de obras que lhe não convenham, como a de todas as mercadorias proibidas. Se as obras tivessem entrado clandestina ou fraudulentamente, nada haveria a dizer, mas elas foram expedidas ostensivamente e apresentadas à alfândega. Havia, pois, uma permissão legalmente solicitada. A alfândega considera-se na obrigação de reportar-se à autoridade episcopal que, sem qualquer forma de processo, condena as obras à fogueira, pelas mãos de um carrasco. Então o destinatário pede que as obras sejam reenviadas para o lugar de sua procedência e por fim lhe respondem que seu pedido foi indeferido. Perguntamos se a destruição dessa propriedade, em tais circunstâncias, não é um ato arbitrário e contra o direito comum.

Se examinarmos o caso do ponto de vista de suas consequências, diremos, para começar, não haver dúvida de que nada poderia ser mais favorável ao Espiritismo. A perseguição sempre foi proveitosa à ideia que se quer proscrever. Por ela se exalta a sua importância, chama-se a atenção dos que a ignoravam e que passam a conhecê-la. Graças a esse zelo imprudente, todo o mundo na Espanha vai ouvir falar do Espiritismo e quererá saber o que é ele. Eis tudo quanto desejamos. Podem queimar-se livros, mas não se queimam ideias. As chamas das fogueiras superexcitam-nas, em vez de abafá-las. Aliás, as ideias estão no ar, e não há Pireneus bastante altos para detê-las. Quando uma ideia é grande e generosa, encontra milhares de corações prontos a aspirar por ela. A despeito do que tenham feito, o Espiritismo já tem numerosas e profundas raízes na Espanha. As cinzas dessa fogueira vão fazê-las frutificar. Mas não é só na Espanha que se produzirá tal resultado. O mundo inteiro sentirá as suas consequências. Vários jornais da Espanha estigmatizaram esse ato retrógrado, como bem o merece. Las Novedades de Madrid, de 19 de outubro, contém um notável artigo a respeito, que será reproduzido em nosso próximo número.

Espíritas de todos os países! Não esqueçais a data de 9 de outubro de 1861. Ela ficará marcada nos fastos do Espiritismo. Que ela seja para vós um dia de festa, e não de luto, porque é o penhor de vosso próximo triunfo!

Entre as numerosas comunicações a respeito, ditadas pelos Espíritos, citaremos apenas as duas seguintes, dadas espontaneamente na Sociedade de Paris. Elas resumem as causas e todas as consequências desse fato.

SOBRE O AUTO DE FÉ DE BARCELONA

“O amor da verdade deve sempre fazer-se ouvir. Ela rompe o véu e brilha ao mesmo tempo por toda parte. O Espiritismo tornou-se conhecido de todos. Em breve será considerado e posto em prática. Quanto mais perseguições houver, tanto mais depressa esta sublime doutrina chegará ao apogeu. Seus mais cruéis inimigos, os inimigos do Cristo e do progresso, se conduzem de maneira a ninguém ignorar que Deus permite àqueles que deixaram esta Terra de exílio voltarem para junto daqueles que eles amaram.

“Tende certeza que as fogueiras apagar-se-ão por si mesmas, e se os livros são lançados ao fogo, o pensamento imortal lhes sobrevive.
(DOLLET)

NOTA: Este Espírito, que se manifestou espontaneamente, disse ser o de um antigo livreiro do século XVI.

OUTRA

“Era preciso que algo ferisse num golpe violento certos Espíritos encarnados, para que se decidissem a ocupar-se desta grande doutrina que deve regenerar o mundo. Nada é feito inutilmente em vossa Terra nesse sentido, e nós, que inspiramos o auto de fé de Barcelona, bem sabíamos que assim agindo contribuiríamos para um grande passo à frente. Esse fato brutal, incrível nos tempos atuais, foi consumado a fim de atrair a atenção dos jornalistas que ficavam indiferentes ante a profunda agitação reinante nas cidades e centros espíritas. Eles deixavam dizer e fazer, mas se obstinavam em fazer ouvidos moucos, e respondiam pelo mutismo ao desejo de propaganda dos adeptos do Espiritismo. De boa ou má vontade, é preciso que hoje falem. Uns constatando o caso histórico de Barcelona, e outros o desmentindo, deram lugar a uma polêmica que dará a volta do mundo e da qual só o Espiritismo tirará proveito. Eis por que hoje a retaguarda da Inquisição praticou o seu último auto de fé. Foi porque assim o quisemos”.
(SÃO DOMINGOS)

domingo, 8 de outubro de 2017

Apliquei a ideia de Kardec. A priori, parecer ter dado certo.

Wellington Balbo


Desde que o mundo é mundo que o homem preocupa-se com sua saúde física. Com Allan Kardec não foi diferente, ele também ocupou-se das curas físicas, mas com enfoque diferente da medicina oficial, que trata apenas a matéria.

Kardec foi a fundo na essência e pesquisou meios de se curar o Espírito, sede das enfermidades que trazem sofrimento ao corpo.

Na Revista Espírita do ano de 1867, mês de junho, no texto Grupo Curador de Marmande, Kardec traz relatos impressionantes de curas efetuadas pelo grupo dirigido pelo Sr. Dombre, que por meio da aplicação de passes, moralização de obsessores e exercício persistente da caridade promoveram curas excepcionais.

Kardec ressalta, ainda, um fato novo: a participação de parentes e amigos nos processos de cura dos enfermos.

Seria, muito provável, o componente do bem querer com mais intensidade a maximizar os efeitos da aplicação de fluidos e promover a cura?

Eis um tema para nossos estudos.

Pois bem. Resolvi colocar em prática a sugestão de Kardec e aplicar o magnetismo em um parente.

Mas antes preciso fazer breve relato para que fique compreensível o contexto.

No ano de 2011 fui surpreendido por 3 infartos. Tive de fazer a cirurgia e descobri que meus índices de colesterol eram altíssimos.

Pesada carga genética, informaram os médicos. Pensei: talvez pesada carga de vidas pregressas.

Minha preocupação, entretanto, foi com meus filhos. E após minha recuperação levei-os para realizar exames. Descobrimos que meu filho caçula, João Antônio, também tem problemas com colesterol, triglicerídeos, glicemia e etc.

Números altíssimos para uma criança de 13 anos. Seu HDL – colesterol ruim - , no jargão popular, gira em torno de 300 a 400 mg/dL. O normal para um adolescente de sua idade deve ser menor que 110 mg/dL.

Então, coloquei em prática a sugestão do professor Rivail e decidi aplicar o magnetismo em meu menino.

Antes, porém, fizemos exames no dia 11/07/2017, no laboratório LABCHECAP, em Salvador BA, e obtivemos o resultado exposto na tabela abaixo:


Após a data de 11/07/2017 iniciamos a aplicação do magnetismo três vezes por semana por meio da imposição das mãos.

Fazíamos em casa, no quarto, apenas eu e ele. Eu pedia ao garoto para deitar-se. Então, concentrava-me, pedia assistência dos bons Espíritos e aplicava-lhe o "passe".

Neste tempo, que foi do dia 11/07/2017 até 28/07/2017, portanto, 17 dias, não mudamos os hábitos e nem realizamos nada de diferente.

Deixei-o alimentar-se a vontade, sem qualquer restrição. Vale lembrar, contudo, que pessoas portadoras de problemas deste tipo devem consultar o médico, manter dieta regular e, a depender do caso, fazer o uso de medicação. O meu garoto, por exemplo, há muito tempo é um drogadependente e utiliza sinvastatina de 30 mg. Naturalmente que não suspendi o uso da medicação ao realizar o teste.

Eis, abaixo, os resultados dos exames realizados em 11/07/2017 e 28/07/2017, após as aplicações de magnetismo.


Resultados impressionantes em curto espaço de tempo. Chamou-me atenção para os Triglicerídeos, pois seus índices reduziram-se de maneira absurda.

Fica a sugestão de leitura do texto de Kardec e, quem sabe, a utilização desta técnica para cura dos males do corpo e da alma.

sábado, 23 de setembro de 2017

Ocupações dos Espíritos no outro lado da vida

Resultado de imagem para trabalho no mundo espiritualFrancisco Muniz



Diz Emmanuel, em Mediunidade e Sintonia (psicografia de Chico Xavier), no capítulo intitulado “Trabalho além da Terra”, que “além da morte, a alma continua naquilo que começou a fazer na existência física”. Entendemos, assim, que a mudança de dimensão não oferece solução de continuidade para ninguém, de modo que podemos afirmar, observando o que as pessoas fazem por aqui: ou continuamos trabalhando ou vamos continuar dando trabalho. E trabalho é o que não falta nos dois planos da Vida, embora muitos por aqui – e por lá também, como não? – prefiram manter-se na ociosidade, porque, como informa Allan Kardec, toda atividade útil é trabalho e há ocupações que não se enquadram nessa definição.

Segundo o Codificador, o trabalho é lei da vida e é com uma frase nesse mesmo padrão que Manoel Philomeno de Miranda abre seu texto no cap. 17 do livro Reencontro com a Vida (psicografia de Divaldo Franco), salientando que “em toda parte o movimento trabalha em favor da ordem e do equilíbrio”. A razão nos diz, então, que nada há imóvel no Universo e, sendo assim, os Espíritos, em suas múltiplas atividades, correspondem à vontade divina e executam seu papel de cocriadores. “Por consequência, o repouso, a ociosidade propiciariam a ocorrência do caos”, ressalta o Instrutor espiritual.

Pela leitura e consequente reflexão sobre o texto de Philomeno, depreende-se que nas esferas além da crosta planetária tudo respira intensa atividade de trabalho: há pesquisas nas diversas áreas do pensamento – artes, ciência, tecnologia e fé religiosa –, escolas e universidades atuam intercambiando conhecimentos de esferas superiores para os “laboriosos buscadores da verdade, que se capacitam para os futuros cometimentos iluminativos”. Em tudo, afirma o prestimoso repórter pela pena mediúnica de Divaldo Franco, os beneficiários somos nós, os Espíritos encarnados, para onde tais conquistas são transferidas “em ministérios enriquecedores e felizes”.

Voltando ao antigo mentor de Chico Xavier, ele afirma (ibidem) que “em razão de cada criatura transportar consigo a experiência a que se afeiçoa, a Sabedoria Divina concede a cada espírito encarnado determinada tarefa que, na essência, vale por ensaio precioso, à frente do serviço que lhe competirá no amanhã eterno”. Isso quer dizer que só ficará “desempregado” no Além quem não se afeiçoou ao trabalho enquanto transitou por aqui. Mas importa considerarmos que Emmanuel se refere às tarefas de cunho moral e não profissional, mesmo que abranja este exercício, de modo que importante mesmo não é o que fazemos mas como fazemos o que somos chamados a fazer.

Assim, “não basta erguer braços ágeis, deitar fraseologia preciosa ou provocar excessivo movimento em torno de teus dias, porque há muitas mãos operosas na extensão da sombra, muito verbo faustoso na exploração menos digna e muito ruído vão, provocando, onde existe, tão-somente amargura e cansaço” – diz o Mentor. E Emmanuel prossegue, finalizando suas reflexões, que devem merecer nossa mais sincera apreciação: “Ama o serviço que o Senhor te confiou, por mais humilde que seja, e oferece-lhe as tuas melhores forças, porque do que hoje fazes bem, no proveito de todos, retirarás amanhã o justo alimento, para a obra que te erguerá do insignificante esforço terrestre para o trabalho espiritual”.