domingo, 9 de fevereiro de 2020

Quando a vela se apaga...

(Autor desconhecido)



Não somos preparados para ver como se apaga a vela das pessoas que amamos (pais, avós, tios, sogros, amigos queridos). Principalmente a dos nossos pais, que nos deram a vida e nos amam incondicionalmente.
Ver como os seus olhos estão perdendo o brilho, alheios a tudo o que os rodeia, que o seu olhar divaga pelos cantos do seu subconsciente.
É difícil ver essas pessoas tornaram-se pequenas e frágeis dessa maneira.
Não há palavras para descrever esse sentimento.
Muita tristeza vê-los na penosa situação de saúde mental (demência senil, alzheimer, acidente vascular cerebral, acidentes cardiovasculares, estados vegetativos, depressão profunda, esquizofrenia ou outro qualquer).
Nenhum hospital consegue tomar conta deles como nós mesmos e, de repente, temos que ser enfermeiros ou tornarmo-nos ricos para pagarmos residências para idosos ou doentes com preços exorbitantes.
Que desolador que os que deram tudo por você e por sua família um dia te perguntem "Quem és?", não por esquecimento ou descuido voluntário, mas por deterioração mental.
Difícil compreender que pouco a pouco vão perder capacidades e mobilidade, até chegarem os problemas mais graves de saúde mental, tão devastadores que paralisam a vida, trazendo sofrimento e fazendo sofrer as pessoas que os rodeiam.
Demência, depressão, síndrome pós-traumática, psicose, desordem bipolar e tantas outras circunstâncias que ninguém escolhe são desordens do cérebro que, às vezes, falha, assim como um coração ou um rim.
É incrível a ausência de recursos públicos e de pessoal disponibilizados pelos governos para auxiliar esses doentes. Assim, comumente eles exigem todo o seu tempo de forma exclusiva!!!
Tenha calma! Tenha paciência! Eles não têm culpa de terem ficado assim!
Apenas faça a sua parte, da melhor forma que pode.
Nunca saberemos a quem essas doenças podem tocar, até que nos toquem um dia. Ou a um dos nossos amados ou a nós mesmos.
A falta de saúde mental não é "fraqueza", é doença.


Esse é o mês da consciência das doenças mentais e, a quem puder, peço um favor: copie e cole esse texto no seu mural.
Simplesmente copiar (não compartilhar)
Escreva "feito" (neste post) após ter lido até o final.
Vou fazer mais um pedido: cuide de todos os seus como gostaria que fosse cuidado por eles.

Por que Jesus ensinava por parábolas?

Francisco Muniz



Porque às vezes é preciso desenhar para que uma explicação seja devidamente entendida.
Em matemática, a parábola é uma curva que se abre para cima ou para baixo.
Na gramática, é uma figura de linguagem.
Como se percebe, trata-se de usar imagens para se fixar uma ideia. Imagem é símbolo e, como tal, traz em si mesma tanto um significante quanto um significado.
Mestre da linguagem, Jesus sabia usar as palavras de modo a fazer as pessoas pensarem e, se não fossem mentalmente preguiçosas, compreendessem o sentido do que parecia não tê-lo.
Hoje dizemos que, para quem sabe ler, um pingo é letra e que, para bom entendedor, meia palavra basta...

A vida, sempre

Francisco Muniz



Nunca é demais atentarmos para o respeito á vida, desde seu surgimento. Nesse sentido, importa defendermos sempre a oportunidade que aos espíritos é dada para seu melhoramento, através da reencarnação.
Assim, quanto mais vozes se altearem contra a prática do aborto, mais se estará fazendo em defesa da vida, até porque esse é o tipo de crime que mais agride a vítima, que nesses casos não tem qualquer chance de defesa própria.
Isso não quer dizer que devemos sair por aí matando médicos e destruindo clínicas onde se fazem abortos, como em passado recente aconteceu nos Estados Unidos, conforme noticiado pela TV.
O que precisa acontecer é a conscientização das pessoas e para tanto seria necessário que cada vez mais gente conhecesse a proposta espírita, para que se entenda que o homem não é apenas o corpo físico e que sua essência espiritual é o que realmente conta.

O exemplo de Belarmino

Francisco Muniz



Eu devia fazer como Belarmino.
Belarmino é o nome do avô de um amigo que um dia lhe perguntou:
- Vovô, por que o senhor vai todo mês ao médico, compra os remédios que ele passa e não toma nenhum?
Belarmino então respondeu, demonstrando uma consciência das mais amplas:
- Eu vou ao médico, e pago a consulta, porque o médico precisa viver. Compro o remédio que ele receita porque o farmacêutico precisa viver. E guardo os remédios em casa porque eu preciso viver!
Belarmino sabia das coisas. Hoje sabemos que a maioria das drogas medicamentosas produzem efeitos colaterais que vão exigir a aplicação de outras drogas. Os médicos sabem disso e aconselham evitarmos a automedicação. Mas isso não interessa à indústria farmacêutica e assim as farmácias proliferam indiscriminadamente. Dão emprego e alívio a uns e muita dor de cabeça a outros, incautos que são.
Se eu fizesse como Belarmino, saberia manter minha saúde com equilíbrio, disciplinando-me no comer, no beber e, principalmente, no pensar, no falar, sentir e agir. Porque, conforme nos dizem os homeopatas, não há doenças, mas doentes, revelando que nossos males radicam bem mais na alma, ou na mente, que no corpo.

Meditar

Francisco Muniz



A palavra meditar - e seu ato -, de poderosa e insuspeitada força, bem podia ser lida como "me editar", para termos como melhor interpretar seu poder transformador, sendo, assim, um inconteste agente facilitador de nossas ações com vistas à tão pretendida reforma íntima. "Me editar" seria vermo-nos como uma publicação - um liro, uma revista, um jornal... - que lançássemos a público, representando a vida de cada um de nós no tocante ao relacionamento com os demais, os semelhantes. Essa publicação, pois, para ser bem apresentada ao conhecimento de todos necessita passar por um processo de burilamento, uma profunda e atenta revisão do que foi escrito, permitindo-nos identificar os pontos incongruentes e por isso mesmo incompatíveis com o prazer da leitura e também com a elegância que se exige no estilo.

Para tanto, teríamos de escolher bem cada palavra e frase, suprimindo ou trocando algumas delas, por vezes tendo de modificar períodos inteiros como forma de tornar a leitura dos conteúdos expostos o mais agradável possível. Não é sem razão, portanto, que alguém já disse: "Vive de tal forma que sejas como cartas vivas do Evangelho, pois teu exemplo poderá ser o único modo pelo qual teu irmão conheça as lições do Cristo Jesus". Esse processo de (m)edi(ta)ção pode, portanto, começar pela análise da capa até o ponto final, uma vez que se trata de um trabalho contínuo que não rato transcende o último capítulo do livro que é nossa vida. Assim como é imprescindível cuidar do "miolo", é importante também apresentar uma aparência atraente - embora saibamos que não se deve julgar um livro por sua capa -, dando atenção ao título dessa publicação.

"Me editar", em suma, é cuidar-me com zelo, sabendo que o livro/revista/jornal que sou será "manuseado" e lido por todos que tiverem acesso a mim e, se quero ser bem aceito e recomendado - embora isto não seja o essencial, e sim o colocar-me perante as múltiplas análises -, importa tornar-me no mínimo apreciável.