sexta-feira, 31 de maio de 2013

Às ovelhas transviadas

Irmã Rafaela

Sede firmes em vosso amor, filhos queridos, que o Deus bom e justo vela por vós. Atendei aos apelos do Alto em favor da ação fraterna que deveis desenvolver junto aos irmãos necessitados. Ide, o caminho preparado espera por vós. Fazei o bem incessantemente, derramando as flores de vossos corações bafejados pela esperança e pela caridade.
A fé que vos move deve ser forte para suportar os reveses, mas não temais, pois as bênçãos do Altíssimo vos animam, dando-vos coragem ante a marcha. Ide e levai aos aflitos a consolação, aos pobre a migalha de amor com que se saciarão; levai a paz aos corações em conflito, apascentai, em nome do Cristo, as ovelhas transviadas, confiantes na ação dadivosa do Divino Pastor.
Amigos, é tempo de intensificar o trabalho que Jesus iniciou há tanto tempo e por tanto tempo espera que atendais ao convite formulado e ainda hoje gritado nas páginas do Evangelho aos ouvidos desatentos. Sede os arautos dos novos tempos, ide à luta domando as próprias imperfeições, para que os transviados, observando vossos exemplos, possam pensar, ao menos, em mudar de atitude, por verem que o bem é bom.
Ide em marcha, que o Sol da libertação brilhará sobre vós com mais intensidade e merecereis todas as bênçãos em acréscimo de misericórdia.
Deus seja convosco.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Esboço à guisa de provocação

Francisco Muniz

Uma inquietação me acompanha há algum tempo, no âmbito do estudo e principalmente da exposição do Espiritismo. Antes de formular a questão, contudo, faço uma justificativa, no intuito de ser bem compreendido.
Ei-la: 
Emmanuel, o nobre Espírito mentor do inestimável médium Chico Xavier, disse-lhe certa vez: "Se algum dia eu disser algo que contradiga Kardec, esqueça o que eu disse e fique com Kardec". Ótimo; no entanto, o Codificador prega-nos a fé raciocinada e, como o apóstolo Paulo, solicita-nos que examinemos tudo e retenhamos o que é bom, de modo que a Doutrina Espírita não nos diz o que pensar, mas ensina-nos a pensar. Tudo isso quer dizer que devemos utilizar sempre a lógica e o bom senso para sermos instrumentos da verdade do modo mais isento possível. No entanto, quando somos chamados a concluir por nós mesmos do exame dos fatos o que resulta é uma opinião pessoal, mesmo que muito bem lastreada. Assim sendo, passo à questão: até que ponto, na exposição espírita, o que dizemos é opinião pessoal do expositor? O que haverá nisso de condenável ou de antidoutrinário?

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Menoridade penal ou penalidade menor?


Do livro "Atualidade do pensamento espírita" (Divaldo Franco/Joanna de Ângelis):

(74) - As diversas sociedades do planeta têm observado um aumento surpreendente de adolescentes e até mesmo de crianças envolvidos em crimes. A legislação penal aplicável às crianças e adolescentes deve ser idêntica à estabelecida para os adultos? 

Resposta: A criança, que inspira ternura e amor, não obstante o período de infância que atravessa, é um Espírito vivido e quiçá experiente que traz, das reencarnações passadas, as conquistas e os prejuízos que foram acumulados através do tempo. No entanto, a criança e o adolescente, quando delinquem, devem receber um tratamento especial, porquanto o discernimento e a lucidez da razão ainda não lhes facultam a capacidade de saber o que é certo e o que é errado, sendo facilmente influenciados para esta ou aquela atitude. Como consequência, devem ser-lhes aplicadas legislações próprias, compatíveis com o seu nível de crescimento intelectual e moral.

A preocupação precípua, no entanto, deverá ser sempre a de educar, oferecendo-se os recursos necessários para que sejam evitados muitos dos delitos que ora ocorrem na sociedade ainda injusta.

Quando, porém, acontecer-lhes o desequilíbrio, é necessário que se tenha em mente sua reeducação, evitando-se piorar-lhes a situação, assim transformando-os em criminosos inveterados, em razão da promiscuidade vigente nos Institutos Penitenciários e nos Presídio comuns ora superlotados, e quase ao abandono.

***

Tal comentário, republicado na edição de setembro/outubro de 2002 da revista Presença Espírita, da Mansão do Caminho, vem bem a propósito das intenções do Congresso Nacional de reduzir a maioridade penal aos 16 anos de idade. Meditando nas palavras da Benfeitora Joanna de Ângelis podemos elaborar e direcionar melhor nosso posicionamento ante tão importante questão, perguntando-nos sempre: "E se fosse meu filho (ou neto)?"

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Oração

Francisco Muniz


Às vezes me pego rezando
- Costumo rezar, que há de mais?
Rezar me enche de calma
Rezar me enche de paz!

Um dia fiz uma oração
Pensando no Mestre Jesus
Estava sozinho em meu quarto
Meu quarto encheu-se de luz!

Rezando elevo minh'alma
Às plenitudes dos céus

E fico mais perto de Deus!

Novo esboço - reencarnação

Francisco Muniz

"Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura". O famoso dito popular pode ilustrar o fenômeno (a lei) da reencarnação como um processo educativo dos seres. Em Biologia aprendemos, quando estudamos o capítulo acerca dos seres vivos, que eles nascem, crescem, reproduzem-se e morrem. Entre o nascer e o morrer, efetivamente, há um período de desenvolvimento que dura todo um ciclo evolutivo - o que pode ser melhor apreciado no reino vegetal, mais do que no animal, aqui incluindo-se o reino hominal. Nas plantas, a semente germina e então transforma-se em portentosa árvore que por sua vez produz frutos e novas sementes que vão gerar outras árvores. Aquela primeira árvore demonstrou toda sua utilidade ao produzir seus frutos, até que seu ciclo findou.
O exemplo pode ser emprestado à explicação da lei reencarnacionista, em alguns aspectos. O espírito que reencarna para mais uma experiência na matéria é como a semente que se transformará em árvore e dará frutos até sua volta ao espaço, ao mundo espiritual. Ou não. A restrição cabe, uma vez que, ao contrário dos vegetais e dos animais, ao homem  foi concedido o livre arbítrio e com isso ele pode dispor de suia jornada na carne como bem lhe aprouver. É claro que ele será responsabilizado por tudo que fizer de sua vida, sejam atitudes boas ou más. É então que se dá o processo educativo, que não raro é doloroso, posto que pela dor aprendemos a nos transformar, para nosso próprio benefício...