quarta-feira, 29 de maio de 2013

Esboço à guisa de provocação

Francisco Muniz

Uma inquietação me acompanha há algum tempo, no âmbito do estudo e principalmente da exposição do Espiritismo. Antes de formular a questão, contudo, faço uma justificativa, no intuito de ser bem compreendido.
Ei-la: 
Emmanuel, o nobre Espírito mentor do inestimável médium Chico Xavier, disse-lhe certa vez: "Se algum dia eu disser algo que contradiga Kardec, esqueça o que eu disse e fique com Kardec". Ótimo; no entanto, o Codificador prega-nos a fé raciocinada e, como o apóstolo Paulo, solicita-nos que examinemos tudo e retenhamos o que é bom, de modo que a Doutrina Espírita não nos diz o que pensar, mas ensina-nos a pensar. Tudo isso quer dizer que devemos utilizar sempre a lógica e o bom senso para sermos instrumentos da verdade do modo mais isento possível. No entanto, quando somos chamados a concluir por nós mesmos do exame dos fatos o que resulta é uma opinião pessoal, mesmo que muito bem lastreada. Assim sendo, passo à questão: até que ponto, na exposição espírita, o que dizemos é opinião pessoal do expositor? O que haverá nisso de condenável ou de antidoutrinário?

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