sexta-feira, 29 de novembro de 2013

O que sai da boca

"A boca fala do que está cheio o coração."

Essas palavras do Cristo Jesus devem nos fazem refletir sobre o modo como conduzimos ou lidamos com nossos pensamentos, de forma a realizarmos o bom entendimento quanto às lições evangélicas.
De acordo com a indicação do Cristo, é o coração e não o cérebro, a sede de nossos pensamentos, depreendendo-se daí que os pensamentos não resultam da simples elucubração intelectual, antes, esse exercício é mais emocional ou sentimental, fazendo-nos modificar um pouco (!) o que seja propriamente a razão.
Assim, se a boca efetivamente diz o que se nos passa pelo coração, isso quer dizer - devemos entender! - que muito possivelmente não estamos devidamente educados sentimental ou emocionalmente e necessitamos enfatizar esse processo com vistas tanto a melhor compreendermos as lições do Evangelho quanto vivenciarmos seus postulados, agora com o auxílio da interpretação que nos oferece o Espiritismo.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Benefícios do perdão

Irmã Rafaela

Perdoar aos ofensores, aos agressores, aos que nos fazem mal... o Cristo nos ensina a proceder assim, para que nos libertemos de nossas imperfeições e melhor nos comprometamos com os divinos desígnios. Já pensastes como seria o mundo se vivêssemos presos à ação da antiga e malfadada lei do "olho por olho e dente por dente"? Sim, o caos imperaria e não haveria a participação de Deus no destino dos homens, entregues que estariam à própria sorte, pelo comportamento tresloucado da própria ignorância.
Mas não é assim e um dia esse panorama, que ainda se observa na Terra, se modificará, porque cada homem, consciente de sua condição de humanidade, voltará os olhos para o Alto e fará no mundo a vontade de seu Pai, amando o próximo como a si mesmo. E esse dia está bem próximo - só não o veem as pessoas ainda aferradas ao egoísmo, responsável pela desatenção que ela têm para consigo mesmas. No entanto, o Senhor não quer a destruição de seus filhos e os chama continuamente ao bom caminho.
Vós tendes a oportunidade de observar as verdades se concretizarem todos os dias diante de vossos olhares atentos e assim percebeis que o momento é chegado: o momento de arregaçar as mangas e trabalhar duro no aprimoramento de vossos caracteres, continuando a obra do Cristo em vós e em torno de vós.
Temos vos exortado a manifestar coragem ante as dificuldades, mostrando que são parte do trabalho de autotransformação a que sois chamados, bem como são os testes que vos capacitarão a assumir novas incumbências perante o Cristo, em nome da divina Vontade.

***

Minha filha querida: não temas; os dias difíceis são uma espécie de purificação para tua gloriosa reentrada em nosso mundo de luz, tão diferente do que vives aí na Terra. Aprende, contudo, que as duas realidades são uma só, são ambas criações de Deus. Nada, efetivamente, acontece para te martirizar, mas tais acontecimentos te fortalecerão a alma, aformoseando-te perante teus amigos espirituais e também junto àqueles com os quais ainda tens contas a ajustar, por isso te perseguem. Mas dá a eles o teu amor, paga o mal que recebes com o bem de que és capaz e não esperes recompensa, retribuição alguma. Pensa no bem maior que vem de Deus e se derrama sobre todos e verás que não tens motivos para queixas.
Mas não desfaleças; teu físico sente o rigos das lutas, mas não te deixaremos cair. Olha para cima, para o céu que de dia recebe a visita do Sol e à noite se povoa de estrelas - e perceberás que a divina luz é mais intensa entre as trevas. Assim, para que temer? Temer o quê? És uma filha querida e tão amada de todos nós que não queremos sequer que chores, ainda que compreendamos tuas lágrimas.
Estejas em paz.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Sim à vida!

Francisco Muniz

Quem foi, na noite de 12 de novembro, à pré estreia do filme "Blood Money - o aborto legalizado" recebeu um DVD de "Eu, Vitória", documentário dirigido por Gláuber Filho e produzido pela Estação Luz, responsável por trazer ao Brasil o trabalho investigativo do diretor norte-americano David K. Kyle. "Eu, Vitória" é um dos muitos argumentos - infelizmente desprezados - contra as tentativas de legalização do aborto no Brasil, que é um dos poucos países em que essa prática ainda acontece à revelia da lei. Por enquanto, porque, assim como nos Estados Unidos, as pressões favoráveis ao abortamento deixaram de ser feitas sobre o Congresso e se dão agora junto aos juízes do Supremo Tribunal Federal (STF), que já consentiram no aborto de anencéfalos - que é justamente o caso de Vitória, uma menininha que, embora diagnosticada desde o ventre de sua mãe com acrania e anencefalia, foi aceita pelo muito amor de seus pais e sobreviveu durante dois anos.
Assim, Blood Money é uma contundente denúncia contra a lucrativa indústria do aborto em atividade nos EUA, sob o amparo da legislação de lá, revelando as artimanhas utilizadas pelos defensores dessa prática como uma tentativa de reduzir a população afrodescendente norte-americana, o que vem se observando estatisticamente desde 1973, quando o aborto foi legalizado. De acordo com a denúncia, trata-se mesmo de uma ação eugênica em nada diferente dos métodos utilizados na Alemanha nazista. É preciso, então, que não apenas os religiosos defensores da vida - católicos, protestantes e espíritas estiveram presentes à pré estreia -, mas toda a sociedade precisa se mobilizar em prol de medidas que garantam o respeito aos seres humanos que ainda não nasceram e se encontram em gestação, a exemplo do Estatuto do Nascituro, atualmente em tramitação no Congresso Nacional, embora sofrendo a indiferença de vários parlamentares, especialmente daqueles vinculados ao Partido dos Trabalhadores.
O filme estreia pra valer nesta sexta-feira, dia 15 de novembro, em salas de cinema de todo o Brasil, mas tanto o ex-deputado federal Luiz Bassuma - um dos autores do Estatuto do Nascituro - quanto o produtor Luiz Eduardo Girão, da Estação Luz, acreditam que quanto mais interesse ele despertar nas mentes sensíveis e comprometidas com o Bem, mais influência essa denúncia terá sobre os condutores dos destinos dos brasileiros. Desse modo, compete a cada um de nós despertar a consciência para os males decorrentes da prática abortiva, que no mínimo causa estados agudos de depressão e podem levar ao suicídio, levando muitas mulheres a um arremedo de vida pelo sentimento de culpa que passam a abrigar no peito. O aborto, bem se vê, não é uma questão política, ou de saúde pública, como os governos querem fazer acreditar, mas um problema humanitário que precisa ser equacionado com sensibilidade.