quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Sim à vida!

Francisco Muniz

Quem foi, na noite de 12 de novembro, à pré estreia do filme "Blood Money - o aborto legalizado" recebeu um DVD de "Eu, Vitória", documentário dirigido por Gláuber Filho e produzido pela Estação Luz, responsável por trazer ao Brasil o trabalho investigativo do diretor norte-americano David K. Kyle. "Eu, Vitória" é um dos muitos argumentos - infelizmente desprezados - contra as tentativas de legalização do aborto no Brasil, que é um dos poucos países em que essa prática ainda acontece à revelia da lei. Por enquanto, porque, assim como nos Estados Unidos, as pressões favoráveis ao abortamento deixaram de ser feitas sobre o Congresso e se dão agora junto aos juízes do Supremo Tribunal Federal (STF), que já consentiram no aborto de anencéfalos - que é justamente o caso de Vitória, uma menininha que, embora diagnosticada desde o ventre de sua mãe com acrania e anencefalia, foi aceita pelo muito amor de seus pais e sobreviveu durante dois anos.
Assim, Blood Money é uma contundente denúncia contra a lucrativa indústria do aborto em atividade nos EUA, sob o amparo da legislação de lá, revelando as artimanhas utilizadas pelos defensores dessa prática como uma tentativa de reduzir a população afrodescendente norte-americana, o que vem se observando estatisticamente desde 1973, quando o aborto foi legalizado. De acordo com a denúncia, trata-se mesmo de uma ação eugênica em nada diferente dos métodos utilizados na Alemanha nazista. É preciso, então, que não apenas os religiosos defensores da vida - católicos, protestantes e espíritas estiveram presentes à pré estreia -, mas toda a sociedade precisa se mobilizar em prol de medidas que garantam o respeito aos seres humanos que ainda não nasceram e se encontram em gestação, a exemplo do Estatuto do Nascituro, atualmente em tramitação no Congresso Nacional, embora sofrendo a indiferença de vários parlamentares, especialmente daqueles vinculados ao Partido dos Trabalhadores.
O filme estreia pra valer nesta sexta-feira, dia 15 de novembro, em salas de cinema de todo o Brasil, mas tanto o ex-deputado federal Luiz Bassuma - um dos autores do Estatuto do Nascituro - quanto o produtor Luiz Eduardo Girão, da Estação Luz, acreditam que quanto mais interesse ele despertar nas mentes sensíveis e comprometidas com o Bem, mais influência essa denúncia terá sobre os condutores dos destinos dos brasileiros. Desse modo, compete a cada um de nós despertar a consciência para os males decorrentes da prática abortiva, que no mínimo causa estados agudos de depressão e podem levar ao suicídio, levando muitas mulheres a um arremedo de vida pelo sentimento de culpa que passam a abrigar no peito. O aborto, bem se vê, não é uma questão política, ou de saúde pública, como os governos querem fazer acreditar, mas um problema humanitário que precisa ser equacionado com sensibilidade.

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