Lucélio Renato Duarte
PORPHIRIO DUARTE BEZERRA JÚNIOR
Este é um episódio atípico, mas verdadeiro, que pode acontecer com qualquer pessoa e de qualquer religião. A mediunidade não é prerrogativa do Espiritismo, mas o Espiritismo está em condições não só de detectar o dom, como a modalidade, além de conhecer o grau de interação entre os planos e o seu desenvolvimento prático.
Muitas vezes, no curso da existência, entendemos que somos incapazes de prosseguir, frente aos problemas que a própria vida nos oferece, quer sejam motivados por nossas ousadias, ao substituir o certo ou seguro pelo duvidoso, ou para os casos em que a própria encarnação nos assegurou e confiou como fardo e responsabilidade.
Outro ponto fundamental a ser considerado é o fato de crermos que somente as autoridades ou pessoas de projeção política, social ou econômica é que estão atreladas a compromissos. Ledo engano. Nenhum, mas nenhum mesmo dos quase 8 bilhões de espíritos na Terra estão aqui conosco como que esquecidos, ou, sobrevivendo “ao sabor do acaso”. Cada qual traz consigo caminhos, bagagens e compromissos pessoais.
Sem nenhuma sombra de dúvida, teremos a oportunidade de conhecer uma história real, onde o personagem, acreditando que as portas lhe haviam sido fechadas definitivamente, vislumbrou um novo e promissor horizonte, que lhe trouxe o conforto e a segurança que necessitava, possibilitando-lhe oferecer a outros milhares de corações desesperados o alento e a mesma paz que procurava.
Shakespeare (1564-1616) estava lúcido em suas conclusões ao afirmar que entre o Céu e a Terra existia muita coisa que a vã filosofia do homem não poderia imaginar. E concluímos com um pensamento de Meimei, na psicografia de Chico Xavier: “Deus tem estradas onde o mundo não tem caminhos”.
Vamos aos fatos:
Porphírio Duarte Bezerra Júnior nasceu na cidade de Rio de Janeiro, em 19 de agosto de 1882, e sua desencarnação se deu na mesma cidade, em 8 de outubro de 1946. Começou a vida profissional como linotipista da Imprensa Nacional, onde trabalhou durante muitos anos. Em acidente de trabalho foi atingido por curto-circuito e seus nervos óticos ficaram destruídos. Apesar de ter recorrido aos melhores médicos oculistas, perdeu completamente a visão. Não havendo nessa época uma lei que o amparasse, ficou em estado desesperador, sem poder manter a família composta de dez pessoas: ele, a esposa, duas cunhadas e seus filhos. Chegou a pensar em suicídio, tal a difícil situação que passava. Sua esposa e cunhadas passaram a costurar, ajudando na medida do possível para a manutenção do lar.
Uma vizinha sugeriu que procurasse o Espiritismo e indicou um médium em Niterói-RJ. Mas, como a família era católica, por preconceito, não aceitou a sugestão. A amiga insistiu, contando inúmeros casos de curas realizadas por aquele médium. Porphírio, sem outra alternativa, resolveu procurá-lo. O Guia Espiritual prometeu-lhe um tratamento, porém, antes, teria que ouvir a leitura de O Livro dos Espíritos e de O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Kardec.
No regresso para casa, adquiriu os livros indicados e sua filha mais velha, todos os dias, lia trechos para ele. Pouco tempo depois, Porphírio começou a ouvir vozes e a ver Espíritos que lhe instruíam diretamente, desabrochando-lhe, assim, várias faculdades mediúnicas. Por conselho espiritual, passou a frequentar o Centro Espírita Cristófilos, no Catete-RJ, onde desenvolveu um trabalho apostolar, tanto no campo mediúnico como no doutrinário, ficando conhecido como “o Ceguinho do Catete”.
PORPHIRIO DUARTE BEZERRA JÚNIOR
Este é um episódio atípico, mas verdadeiro, que pode acontecer com qualquer pessoa e de qualquer religião. A mediunidade não é prerrogativa do Espiritismo, mas o Espiritismo está em condições não só de detectar o dom, como a modalidade, além de conhecer o grau de interação entre os planos e o seu desenvolvimento prático.
Muitas vezes, no curso da existência, entendemos que somos incapazes de prosseguir, frente aos problemas que a própria vida nos oferece, quer sejam motivados por nossas ousadias, ao substituir o certo ou seguro pelo duvidoso, ou para os casos em que a própria encarnação nos assegurou e confiou como fardo e responsabilidade.
Outro ponto fundamental a ser considerado é o fato de crermos que somente as autoridades ou pessoas de projeção política, social ou econômica é que estão atreladas a compromissos. Ledo engano. Nenhum, mas nenhum mesmo dos quase 8 bilhões de espíritos na Terra estão aqui conosco como que esquecidos, ou, sobrevivendo “ao sabor do acaso”. Cada qual traz consigo caminhos, bagagens e compromissos pessoais.
Sem nenhuma sombra de dúvida, teremos a oportunidade de conhecer uma história real, onde o personagem, acreditando que as portas lhe haviam sido fechadas definitivamente, vislumbrou um novo e promissor horizonte, que lhe trouxe o conforto e a segurança que necessitava, possibilitando-lhe oferecer a outros milhares de corações desesperados o alento e a mesma paz que procurava.
Shakespeare (1564-1616) estava lúcido em suas conclusões ao afirmar que entre o Céu e a Terra existia muita coisa que a vã filosofia do homem não poderia imaginar. E concluímos com um pensamento de Meimei, na psicografia de Chico Xavier: “Deus tem estradas onde o mundo não tem caminhos”.
Vamos aos fatos:
Porphírio Duarte Bezerra Júnior nasceu na cidade de Rio de Janeiro, em 19 de agosto de 1882, e sua desencarnação se deu na mesma cidade, em 8 de outubro de 1946. Começou a vida profissional como linotipista da Imprensa Nacional, onde trabalhou durante muitos anos. Em acidente de trabalho foi atingido por curto-circuito e seus nervos óticos ficaram destruídos. Apesar de ter recorrido aos melhores médicos oculistas, perdeu completamente a visão. Não havendo nessa época uma lei que o amparasse, ficou em estado desesperador, sem poder manter a família composta de dez pessoas: ele, a esposa, duas cunhadas e seus filhos. Chegou a pensar em suicídio, tal a difícil situação que passava. Sua esposa e cunhadas passaram a costurar, ajudando na medida do possível para a manutenção do lar.
Uma vizinha sugeriu que procurasse o Espiritismo e indicou um médium em Niterói-RJ. Mas, como a família era católica, por preconceito, não aceitou a sugestão. A amiga insistiu, contando inúmeros casos de curas realizadas por aquele médium. Porphírio, sem outra alternativa, resolveu procurá-lo. O Guia Espiritual prometeu-lhe um tratamento, porém, antes, teria que ouvir a leitura de O Livro dos Espíritos e de O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Kardec.
No regresso para casa, adquiriu os livros indicados e sua filha mais velha, todos os dias, lia trechos para ele. Pouco tempo depois, Porphírio começou a ouvir vozes e a ver Espíritos que lhe instruíam diretamente, desabrochando-lhe, assim, várias faculdades mediúnicas. Por conselho espiritual, passou a frequentar o Centro Espírita Cristófilos, no Catete-RJ, onde desenvolveu um trabalho apostolar, tanto no campo mediúnico como no doutrinário, ficando conhecido como “o Ceguinho do Catete”.
Sua fama atravessou fronteiras, sendo procurado por verdadeira multidão de sofredores. No trabalho com Jesus readquiriu a fé e a serenidade, realizando tarefas extraordinárias. Possuía o dom da vidência; audiência; psicofonia; da cura com a imposição das mãos; e diagnóstico do local exato das doenças, vendo os órgãos internos e distinguindo as lesões ou os processos obsessivos e sabendo quando era o caso de passe ou tratamento, além de pregador do Evangelho e doutrinador seguro.
Foi buscar para si o que tinha de sobra para dar, mas não sabia.
Com Porphírio cumpria-se mais uma das afirmativas do Divino Mestre: “Em verdade vos digo que aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço, e outras maiores.” (João, 14, 12)
Foi buscar para si o que tinha de sobra para dar, mas não sabia.
Com Porphírio cumpria-se mais uma das afirmativas do Divino Mestre: “Em verdade vos digo que aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço, e outras maiores.” (João, 14, 12)
(Fonte: limiarespirita.com.br)
(Trilha sonora: "A feast of friends" - The Doors)
👏👏👏👏👏👏
ResponderExcluirParabéns pelo texto e pesquisa!
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