Galeria da mediunidade extra (CIX)

Álvaro Vargas



D. PEDRO DE ALCÂNTARA

Vários personagens do meio político atual têm sido citados como sendo a reencarnação D. Pedro II, mas sem guardarem nenhuma semelhança com o saudoso imperador, particularmente nos aspectos morais e intelectuais. Estamos sempre evoluindo através das reencarnações e Pedro de Alcântara já superou as paixões que ainda predominam na politicagem brasileira. Recentemente, Geraldo Lemos Neto (Youtube, Chico Xavier e o futuro do Brasil, setembro de 2021) mencionou que o médium Chico Xavier lhe havia confidenciado a respeito do retorno de D. Pedro II ao mundo físico, assumindo a presidência da república na década de cinquenta. Mesmo não existindo a confirmação por parte de outros médiuns sobre esse evento, isso não é improvável, devido ao amor de D. Pedro II pelo Brasil, tendo sido o líder mais bem preparado para dirigir os rumos da nossa nação. Nesse período atual, em que a Terra será promovida de mundo de provas e expiações para mundo de regeneração, Jesus determinou a reencarnação de milhões de espíritos elevados, de modo a colaborarem na construção dessa nova sociedade, após concluída a fase mais crítica dessa transição planetária. Entre esses espíritos, estaria Pedro de Alcântara, na direção de nossos destinos, após o expurgo para um mundo primitivo de todas as almas recalcitrantes no mal.

O Espírito D. Pedro II teve o seu primeiro encontro com Jesus na Judeia, durante o martírio do Calvário. Com o nome de Longinus, foi ele o centurião que perfurou o corpo do Mestre com uma lança, atestando a sua morte. Através de reencarnações purificadoras, evoluiu bastante, a ponto de se tornar um missionário de Jesus em tarefa de extrema complexidade, que apenas as almas de escol estão habilitas a enfrentar. Antes de reencarnar o Messias pediu-lhe: “Essa missão, se for bem cumprida por ti, constituirá a tua última romagem pelo planeta escuro da dor e do esquecimento. A tua tarefa será daquelas que requerem o máximo de renúncias e devotamentos. Ampara os fracos e os desvalidos, corrige as leis despóticas (trabalhar para o fim da escravidão). Lembra-te da prudência e da fraternidade que deverá manter o país nas suas relações com as nacionalidades vizinhas. Nas lutas internacionais, guarda a tua espada na bainha e espera o pronunciamento da minha justiça, que surgirá sempre, no momento oportuno” (Brasil, coração do mundo, pátria do Evangelho, cap. 20, Humberto de Campos e Chico Xavier). Pedro de Alcântara cumpriu com êxito todas as atribuições que lhe foram conferidas, exceto uma, que deu origem à guerra mais sangrenta que o Brasil já travou.

Devido às provocações das províncias colonizadas pela Espanha, D. Pedro II, com a intenção de pacificar a região, permitiu que as tropas brasileiras invadissem o local. Entretanto, mesmo vitorioso, ao orar, ele teve um desdobramento espiritual consciente e encontrou-se com Jesus que o advertiu: “Pedro, guarda a tua espada na bainha, pois quem com ferro fere com ferro será ferido. O lamentável precedente da invasão efetuada pelo Brasil no Uruguai terá dolorosa repercussão. Não descanses sobre os louros da vitória, porque o céu está cheio de nuvens e deves fortificar o coração para as tempestades amargas que hão de vir” (Humberto de Campos, op. Cit. cap. 25). De fato, o Paraguai se sentiu ameaçado na sua segurança e se declarou contra o Brasil, estabelecendo um conflito que durou cinco anos, ocasionando milhares de mortes. Entrevistado na erraticidade pelo espírito Humberto de Campos (Novas Mensagens, cap.1, Chico Xavier) ele disse: “muito sofri, verificando que poderia ter suavizado a luta entre os nossos estadistas e os políticos da América espanhola. Outra forma de ação poderíamos ter empregado no caso de Rosas e de Oribe e mesmo em face do próprio Solano López, cuja inconsciência nos negócios do povo ficou evidentemente patenteada”. Por sua humildade e grandeza espiritual, o nobre imperador, com certeza, terá a oportunidade de estar novamente conosco, concluindo a sua grandiosa missão na pátria do cruzeiro do sul.

(Fonte: atribunapiracicabana.com.br)

(Trilha sonora: "Aquarela brasileira" - Ary Barroso)

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