quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Sábia, a coruja não fala

Francisco Muniz

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Diz-se que a coruja é o símbolo da sabedoria - e sabe por quê? Porque ela não fala, apenas observa, prestando atenção, com seus grandes olhos, aos acontecimentos em redor. O homem pode e deve proceder de forma análoga, utilizando os sentidos físicos da visão e da audição para seu aprendizado no mundo e, à maneira da coruja, deixar a fala para os momentos mais condizentes a esse exercício.
Não por acaso, o Cristo ensinou-nos a desenvolver educativamente tanto o olhar quanto a audição, ao pontificar que "quem tem olhos de ver, veja; quem tem ouvidos de ouvir, ouça". Compreende-se então por qual razão não é a fala mais um dos sentidos físicos à disposição do homem em sua representação corporal, mas um recurso de que o princípio inteligente se utiliza para entrar em relação com os semelhantes.
E se se trata de um ser inteligente, qual o Espírito, deve ele fazer uso racional de tão importante instrumento de comunicação. Ouvir primeiro, falar depois, para não agirmos intempestivamente - eis a necessidade. Ouvir mais que falar, porquanto assim se reflexiona melhor, tornando possível o aprendizado através das conclusões lógicas a que se pode chegar a respeito dos assuntos expostos. Nunca falar sem pensar, como aconselham os mentores espirituais, instruindo-nos no caminho da sabedoria, corolário do ser pensante.

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