terça-feira, 18 de outubro de 2016

O que virá depois

Nestas ponderações, constantes do livro Perturbações Espirituais, o Instrutor Manoel Philomeno de Miranda exorta os médiuns espíritas a assumirem suas responsabilidades decorrentes do conhecimento da vida além do corpo.

 


Oh! Irmãos da Terra! Que tendes feito do manancial sublime da fé libertadora que Jesus vos oferece como archote iluminativo para a travessia do vale de sombras no rumo da perene madrugada rica de imortalidade? Meditai em torno das comunicação sérias dos Espíritos felizes que vos advertem, mas, sobretudo, daqueles que são sofredores, porque fracassaram na vilegiatura carnal e retornam de alma dilacerada em busca do consolo que negaram ao próximo, falando-vos do que a todos aguarda após a dissolução da matéria, quando não se comporta conforme os padrões morais do Evangelho.
“Tende ânimo e estai atentos para as vossas responsabilidades, pois conheceis a vida além do corpo, e, por mais se prolongue a viagem orgânica, momento surge em que se dilui e o retorno ao Grande Lar é inevitável. Sereis convidados a prestar contas de como aplicastes o tempo e o conhecimento, de como agistes em relação ao vosso próximo, em conseqüência, a vós mesmos, e à vossa consciência, na qual está escrita a Lei de Deus, que abrirá campo à instalação da culpa e ao sofrimento que poderiam ser evitados, se houvésseis agido de maneira diversa, conforme aprendemos todos com a Revelação espírita.
“Vigiai as nascentes do coração, de onde procedem tanto o bem quanto o mal, conforme acentuou Jesus em outras palavras. Despertai e reflexionai com mais tento, porque o vosso é compromisso de alta responsabilidade, por tratar-se do seu caráter imortal. Sois Espíritos mergulhados na matéria temporariamente e deveis ter sempre em conta essa questão. Não muitos dão a impressão que viverão no corpo indefinidamente, em caráter de exceção, tão presunçosa é a sua sombra.
“Estais sob vigilância de ativos mensageiros da Treva, embora vos encontreis amparados pelo amor do Mestre inolvidável. Nada obstante, a questão é de sintonia. Como parece mais fácil tergiversar, divergir, ser original, desfrutar do prazer imediato do ego, do que ser fiel, fraterno, seguir a trilha da verdade, atender as necessidades da renúncia, a sintonia com as Entidades insanas torna-se mais simples e imediata.
“Jesus não nos solicitou que vencêssemos montanhas e atravessássemos desertos inóspitos ou mergulhássemos nos abismos oceânicos para servi-lO. Somente nos solicitou que nos amássemos, sem desejar ao irmão tudo aquilo que não anelamos para nós próprios. É tão pequena a quota que Ele nos solicitou, que não deixa de ser estranhável que nos embreemos pelo matagal das complexidades e desafios, para evitar atender-Lhe o apelo dulçuroso e afável.

“Não temais a morte nem receeis a vida, porque uma é continuação da outra, já que estais mergulhados no sublime oceano da imortalidade. A perspicácia dos vigilantes da impiedade acompanha-vos. Sede os vencedores do mal, onde quer que ele tente homiziar-se, nas paisagens do vosso coração ou nos encantados reservatórios da mente. Cantai a alegria de amar e de servir à doutrina que vos apresenta a bússola de orientação para o porto da plenitude. Jesus conduz a barca terrestre e leva-a com segurança ao seu destino.”

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