terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Pace, pacem, pax

(prefácio ao livro “A paz que precisamos”, de João Fernando Gouveia)
Francisco Muniz



Com o slogan “A paz está em nossas mãos”, a Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura) celebrou em 2000 o Ano Internacional da Cultura de Paz, iniciativa decorrente da crença da ONU segundo a qual o mundo pode viver sem violência. A paz é sempre possível e a violência evitável, reza a declaração do Programa de Ação pra uma Cultura de Paz, estabelecido durante a 53ª sessão da Assembleia Geral da entidade, no dia 13 de setembro de 1999.
A citada declaração define cultura de paz como um conjunto de valores, atitudes, tradições e modos de comportamentos baseados no respeito à vida, no fim da violência, na promoção e na prática da não-violência por meio da educação, do diálogo e da cooperação; respeito total e promoção de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais; comprometimento com a pacificação de conflitos e uma série de outros fatores propiciadores  dessa cultura de paz.
Essa preocupação com a transformação de valores que levem à adoção de atitudes pacificadoras já alcança todos os quadrantes do planeta e eis por que se intensificam os conflitos belicosos, violentos, como a evidenciar os estertores das forças contrárias ao Bem. O Bem, a rigor, predomina sempre e a Paz é sua filha mais legítima, companheira daqueles que lutam abnegadamente pelo engrandecimento dos ideais de nobreza que devem conduzir a Humanidade a futuro promissor, seja no campo das realizações materiais, seja nas conquistas do Espírito.
Desse modo é que saudamos com alegria as investidas de espíritos valorosos como João Fernando Gouveia, que externa seu compromisso com essa cultura de paz que a ONU agora torna oficial, porque amplamente de acordo com os anseios transformadores da grande maioria silenciosa que reclama de si mesma atitudes em benefício de um mundo melhor.
Sabendo que o mundo não terá paz enquanto as pessoas não se pacificarem a si próprias, cada vez mais homens de boa vontade têm se empenhado em prol de ações concretas dirigidas à formação da cultura de paz na comunidade em que estão envolvidos. É um dos inúmeros exemplos o Movimento Você e a Paz que Divaldo Pereira Franco desenvolve em Salvador, integrando representantes de todos os segmentos da sociedade civil organizada, com o claro propósito de formar multiplicadores da paz.

O livro de João Fernando Gouveia soma-se a tais apelos como um instrumento valioso para reflexão de quantos se interessem em ser mais um fomentador de atitudes pacificadoras, principalmente através da adequação de valores compatíveis com as necessidades da vida comunitária atual, quando tantos padecem agressões resultantes dos conflitos interiores. Um livrinho no tamanho, mas uma obra gigantesca no conteúdo, para aqueles que têm “olhos de ver”, como frisou uma vez um certo Galileu, de cujos ensinamentos estamos todos carentes.

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