segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Madame Allan Kardec

Revista Reformador de fevereiro de 1983 - Homenagem ao Centenário de desencarnação de Amélie-Gabrielle Boudet -, republicado na edição de janeiro de 2003.

Catorze anos depois do decesso de H. L. D. Rivail (Allan Kardec), retornava ao Mundo dos Espíritos, não sem antes lutar denodadamente, com significativa desenvoltura e tirocínio na orientação e administração dos interesses espirituais da Doutrina, quando da inicial consolidação do Movimento Espírita, no Planeta, Amélie-Gabrielle Boudet, a viúva Allan Kardec.
Aos 31 de março de 1869, ao desencarnar subitamente, Allan Kardec parecia ter deixado um vazio no coração dos espíritas, como se tivera - além de todos os dons e virtudes que lhe ornavam o caráter de Missionário da Terceira Revelação - igualmente a marca da insubstituibilidade na fulgurante aura de luz que o identificava.
Passados, porém, os dias de impacto que se seguiram à ruptura de um aneurisma de aorta, eis que as coisas começam a retornar à normalidade habitual, embora se registrasse uma grande ausência. Mas, principiando nova tarefa missionária - que os olhos humanos nem sempre notavam - ali, diante do patrimônio - sobretudo moral e espiritual - transmitido pelo Mestre de Lyon, para todos os seres e todos os tempos, à frente da atividade humana e terrestre do Cnsolador Prometido por Jesus, velava e esmerava-se a sublime figura de Amélie Boudet.
Foi ela quem tudo proveu e invariavelmente conduziu, com rara lucidez e pertinácia, na fase duríssima das hostilidades e processos, das acusações e escândalos que a Treva promove no mundo contra o apostolado do Bem. Discípulos do Codificador quais Leymarie e Crouzet, afora outros, assessoravam a admirável Madame Kardec e dela recebiam aa tranquila palavra de ordem, para os cometimentos kardequianos durante os anos de provas e testemunhos que a história registrou.
Coroando seus cabelos brancos, aos 87 anos (1795-1883) chegou-lhe no frio inverno europeu, naquele 21 de janeiro, o diadema da vitória e glória dos justos e abnegados servidores do Cristo de Deus no sopro suave de pacífica desencarnação.
Com a volta de Amélie Boudet à vida do Infinito, teve início a transferência para estas terras da Árvore do Espiritismo, como previsto por Ismael, o Legado do Senhor, no Brasil, e isso nçao aconteceu senão através da iniciativa de Augusto Elias da Silva, que, com poucas horas de diferença, no mesmo dia 21 distribuía a primeira edição de Reformador.
Homenageamos, em espírito e verdade, Amélie Boudet a generosa individualidade do Cristianismo Redivivo, no Ano do Centenário de conclusão de sua grandiosa missão, suplicando para ela as mais sublimes bênçãos de maria de Nazaré, a Mãe Santíssima.

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