terça-feira, 4 de março de 2014

Deus nunca se empobrece de compaixão

Dimas Luiz Zornetta, Espírito


Mamãe, seu filho pede perdão pelo que fez, conquanto saiba que agiu sob a pressão de inimigos invisíveis que lhe golpearam a mente.
Eu não queria, mãe, não queria cometer aquele ato impensado, mas uma vontade muito forte me absorvia e parece-me que fui um simples autômato para aquele ou aqueles que me indicavam o suicídio como sendo o melhor a fazer.
No dia sete tomei alguns tragos para ganhar coragem, sem saber o que oferecia aos meus infelizes agressores e no dia oito, pela manhã, já me achava transformado.
Não posso esquecer que, apesar dos infelizes irmãos que se fizeram obsessores de minha vida, voltei para cá na posição de um suicida desventurado, requisitando a compaixão geral para reconstituir a minha tranquilidade possível no ambiente de estranhos recursos que havia criado pra mim próprio.
Sei que Deus nunca se empobrece de compaixão. Quanto mais infeliz está o homem, mais ampla se faz a bondade do Pai Celestial. Ele me levantará por dentro de mim e concederá forças para ser seu filho outra vez, porque presentemente sou um trapo de dor e arrependimento.

(Chico Xavier, in Assuntos da Vida e da Morte - Ed. GEEM)

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