quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Soberanas leis

Francisco Muniz

A Vida pulsa vibrantemente em tudo, em toda parte. Tudo é criação divina e o homem ora é simples partícipe, ora é um grande colaborador. E é um simples partícipe quando não atua diretamente desse trabalho de cocriação, se por sua ignorância apenas põe entraves à marcha do progresso. Sim, pois Deus quis que tudo que fez caminhasse sempre na trilha da perfeição. O homem, pois, é e será um grande auxiliar da Divindade se se põe a favor das leis que regem a vida nas duas direções, atuando em benefício das construções meramente humanas, no plano da vida material, ou cooperando estreitamente com o trabalho em prol das grandes realizações espirituais, que se espraiam além dos panoramas da vida física.
Sim, Deus quis que tudo - cada pensamento e cada ato de seus filhos, encarnados ou não - contribuísse para um fim comum, qual seja o de aperfeiçoar ou complementar sua Criação. Para tanto, pôs em funcionamento as soberanas leis, garantidoras da Vontade suprema de nosso Criador. Tudo, portanto, em a Natureza e em todo o Universo caminha em obediência a tais leis, que vibram incessantemente na consciência dos homens - mesmo quando se mostrem aparentemente ignorantes -, e na experiência sensória dos vegetais e animais, quanto na semi imobilidade dos minerais, em latência.
São as mesmas leis, regendo os fenômenos da vida material e controlando as relações entre as almas. A lei que condiciona a aglutinação das moléculas, permitindo a expansão da vida nos reinos inferiores, é a mesma, guardadas as proporções, que suscita a atração entre os espíritos, levando aos encontros felizes ou infelizes, a depender do grau de amadurecimento de cada um deles.
No capítulo referente aos seres inteligentes da Criação - os Espíritos - em O Livro dos Espíritos, essas leis Allan Kardec as classificou como "as leis morais da vida", em contraposição às leis que regem a matéria. As leis morais são estas que nos possibilitam viver e conviver bem uns com os outros, tanto no mundo visível quando no chamado mundo invisível, a verdadeira realidade da Vida, de onde procedemos e para onde retornaremos ao fim de nosso estágio supervisionado na Terra.
Para cá somos trazidos para a prática dessas leis, trabalhando por nossa elevação espiritual e auxiliando os demais, na medida de nossas possibilidades, sendo solidários e promovendo  a igualdade de tratamento com base nas lições de tolerância e abnegação do Cristo Jesus, que nos convida a sermos fraternos, fazendo ao próximo o que gostaríamos que ele nos fizesse.
Essas leis divinas, dizem-nos os Espíritos Superiores nas obras da Codificação espírita, nós as temos inscritas na consciência. Para segui-las obedientemente, a fim de vivermos verdadeiros momentos felizes, importa conhecermo-nos, consultando a própria consciência, que nos revela nossas potencialidades e limitações.

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