sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

"Para que sejais perdoados..."

Francisco Muniz

Amigos, é nosso interesse falar do perdão e do espírito de amizade que deve preponderar entre os colaboradores de uma causa comum, principalmente quando essa causa é o Espiritismo, ou seja, os ideais do próprio Jesus. Assim, recordemos, mais uma vez, a sublime saudação de nosso Mentor, Irmão Jerônimo, vendo ali um convite ao cultivo daquela que talvez seja a mais pura das virtudes, o perdão, como exercício do amor incondicional que deve ser exercitado justamente quando as circunstâncias nos impelirem ao procedimento contrário. Repitamos Irmão Jerônimo: “Deus abençoe vossos seres com a doce claridade das virtudes”.

A sublimidade do perdão foi-nos ensinada pelo Cristo como exercício do pleno amor, tal como consta no Evangelho de João: “Nisto reconhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”. Como médiuns trabalhadores da Seara do Cristo, na Casa orientada por Irmão Jerônimo, submetemo-nos de boa vontade aos ensinamentos de Jesus, conforme explicitados pelos Espíritos luminares colaboradores da Codificação espírita. Um desses é a veneranda Joanna de Ângelis, que, sob a alcunha de “Um Espírito Amigo”, comparece com uma mensagem n’O Evangelho Segundo o Espiritismo sobre a paciência, dizendo que há uma forma de caridade bem mais penosa que a esmola dada aos pobres e, consequentemente, mais meritória: perdoar àqueles que Deus colocou sobre nosso caminho para serem os instrumentos dos nossos sofrimentos e colocar nossa paciência à prova.

Encontramos situações assim principalmente junto àqueles a quem mais amamos e que, julgamos, nos amam também. Ora é a ingratidão dos filhos, a incompreensão do(a) companheiro(a), a acusação por vezes infundada do colega de trabalho, a admoestação do chefe, a rebeldia do subordinado avesso aos regulamentos... “A vida se compões de mil nadas que são picadas de alfinetes que acabam por ferir”, diz o supracitado “Espírito Amigo” no Evangelho Segundo o Espiritismo. Importa, porém, compreender a atitude do outro, reconhecendo-lhe a condição de enfermo da alma que colabora para que identifiquemos em nós próprios a mesma enfermidade, como primeiro passo para a cura.

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