segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Necessidade da meditação para o médium

Francisco Muniz

A prática da mediunidade exige uma preparação acurada por parte do médium, para que sua atuação apresente cada vez mais qualidade, no sentido de não apenas proporcionar boas comunicações dos Espíritos - sejam eles sofredores ou já esclarecidos -, mas com o fim de se obter progresso no próprio trabalho de aperfeiçoamento do seareiro, do ponto de vista ético-moral, dentro e fora da Casa Espírita. Não podemos esquecer, desse modo, que a tarefa do Espiritismo é iluminar consciências, promovendo a elevação espiritual dos homens.
Nesse aspecto, para que a atuação do médium, especificamente na sala mediúnica, se dê com proveito para a reunião de que ele participa, faz-se necessário conhecer e utilizar as quatro pontes que permitirão ao médium melhor contato com a própria consciência de serviço. Essas quatro pontes são definidas pela equipe do Projeto Manoel Philomeno de Miranda como a oração, a meditação, a ação no bem e o estudo, conforme é abordado no mais recente livro do PMPM - Consciência e Mediunidade.
A propósito, aqui enfatizaremos o tópico relativo à meditação, uma vez reconhecida sua importância no intercâmbio mediúnico e o pouco que ela é utilizada, porque ainda incompreendida, nas hostes espíritas, embora facilite muito a concentração. Segundo o médium e tribuno Divaldo Franco, "enquanto o sensitivo não se habituar às disciplinas da meditação, os seus registros mediúnicos passarão pelo seu inconsciente, como uma corrente de água circulando num tubo em forma de "U" e se contaminando (...), ao passo que, se ele estiver harmonizado pelo hábito da meditação, os seus registros transitarão pelo superconsciente, apresentando-se escoimados das impurezas de sua personalidade".
Segundo o PMPM, "a ponte meditação tem sido pouco examinada em nossos arraiais espíritas e menos ainda praticada. De um certo modo, participamos dessa inércia do Ocidente com relação ao tema, preferindo as lutas nervosas da exterioridade, o intérmino passeio pela superfície de nós mesmos, identificados como estamos com as exigências da personalidade - o ego - desprovidos de coragem para a viagem interior propiciatória do auto encontro desvelador do Si, por receio de enfrentarmos a sombra, diluindo-a até a sua completa extinção. Essa luta que terá de ser travada em campo aberto, na consciência, em vez de evitada, deverá ser intensificada corajosamente, impedindo que as ciladas ilusórias do tempo procurem adiá-la, dificultando a fruição da paz anelada pelo ser real".
As informações que ora apresentamos são ensinamentos da benfeitora Joanna de Ângelis, contidos nos livros Momentos de Meditação, Alegria de Viver, Vida: Desafios e Soluções e O Homem Integral, citados na obra Consciência e Mediunidade, nos quais o leitor interessado poderá encontrar conceitos mais dilatados.

2 comentários:

  1. Aproveito para divulgar meu site sobre espiritismo e meditação: https://sites.google.com/site/meditacaonoespiritismo
    Grande abraço.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Valeu, Luís. Sucesso na empreitada.

      Excluir

Abra sua alma!