segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

A matéria

Francisco Muniz

De acordo com a definição dos Espíritos autores da Codificação, matéria "é o liame que escraviza o espírito; é o instrumento que ele usa e sobre o qual, ao mesmo tempo, exerce a sua ação". Dizem eles, também, que a matéria existe em estados que não são ainda conhecidos da ciência da Terra. "Ela pode ser, por exemplo, tão etérea e sutil, que não produza nenhuma impressão nos vossos sentidos..." Isso porque Allan Kardec lhes havia colocado a definição de matéria segundo o entendimento científico da época (século XIX): aquilo que tem extensão; pode impressionar os nossos sentidos; que é impenetrável.
Joanna de Ângelis vai mais longe nessas definições e diz que matéria é a "aglutinação de moléculas - orgânicas ou inorgânicas - que modelam formas animadas ou não, ao impulso de princípios vitais, anímicos e espirituais". É, também, segundo a Benfeitora, "estágio físico por onde transita o elemento anímico na longa jornada em que colima a perfeição, na qualidade de espírito puro..." Joanna se prende enfaticamente à noção de matéria aplicando-a ao corpo somático, do qual o Espírito se serve para realizar seu aprendizado, uma vez criado simples e ignorante.
Essa serventia decorre das inúmeras mutações, transformações, adaptações que o corpo humano vem sofrendo, ao longo dos evos, pelos condicionamentos filogenéticos e mesológicos. "Alto empréstimo divino, é o instrumento da evolução espiritual na Terra, cujas condições próprias para suas necessidades fazem que a pouco e pouco abandone as construções groseiras e se sutilize, conseguindo plasmar futuros contornos e funções futuras, mediante o comportamento a que vai submetido no suceder dos tempos".

(A análise de Joanna de Ângelis estão ampliadas no livro Estudos Espíritas.)

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