domingo, 18 de agosto de 2013

Análise de filme - Patch Adams (O amor é contagiante)

Francisco Muniz

A arte de proporcionar condições de cura a pessoas doentes deveria fazer parte do currículo dos cursos de Medicina. Entretanto, os médicos acreditam ser detentores do poder curativo e sequer avaliam que os pacientes não são somente matéria, mas essencialmente espíritos que necessitam ser analisados e não a doença propriamente. Essa é a mensagem que podemos entender nesse filme, pontilhado de conceitos espirituais muito bem colocados, como no momento em que a personagem central, vivida pelo ator Robin Williams, desesperada com a morte da colega/amada, pensa em abandonar os estudos e a atividade junto aos pacientes. Literalmente à beira do abismo, ele pede aos céus um sinal que o faça entender que deve continuar sua luta e que a vida humana não é um simples capricho na ordem universal. O sinal não vem do céu, porém, e ele se volta para apanhar a mala e ir embora. Mas sobre a mala voeja uma borboleta e Patch, emocionado, recorda-se das últimas palavras trocadas com a companheira, quando ela dizia que, em criança, via-se como uma lagarta que fatalmente se transformaria numa borboleta quando conseguisse romper o casulo. Não há melhor metáfora para explicar a transitoriedade da vida física e a migração do ser encarnado para o mundo espiritual, conforme assim registrou o próprio Allan Kardec.

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