segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Soberanas leis

Francisco Muniz

A Vida pulsa vibrantemente em tudo, em toda parte. Tudo é criação divina e o Homem, perante ela, ora é um simples, ora um grande colaborador. E é um simples cooperador quando não participa diretamente desse trabalho de co-criação, e por sua ignorância apenas põe entraves à marcha dos progresso. Sim, pois Deus quis que tudo que fez caminhasse sempre na trilha da perfeição.
O Homem, pois, é e será um grande auxiliar da Divindade se se põe a favor das leis que regem a vida nas duas direções, atuando em benefício das construções meramente humanas, no plano da vida material, ou cooperando estreitamente com o trabalho em prol das grandes realizações espirituais, que se espraiam além dos panoramas da vida física.
Sim, Deus qui que tudo - cada pensamento, cada ato de seus filhos, encarnados ou não - contribuísse para um fim comum, qual seja o de aperfeiçoar ou complementar sua Obra. Para tanto pôs em funcionamento as soberanas leis, garantidoras da Vontade suprema de nosso Criador.
Tudo, portanto, em a Natureza e em todo o Universo caminha em obediência a tais leis, que vibram incessantemente na consciência dos homens, mesmo quando se mostrem momentaneamente ignorantes, e na experiência sensória dos vegetais e animais, quanto na semi-imobilidade dos minerais, em latência.
São as mesmas leis, regendo os fenômenos da vida material e controlando as relações entre as almas. A lei que condiciona a aglutinação das moléculas, permitindo a expansão da vida nos reinos superiores, é a mesma, guardadas as proporções, suscitando a atação entre os espíritos, levando aos encontros felizes ou infelizes, a depender do grau de amadurecimento de cada um deles.
No capítulo referente aos seres inteligentes da Criação - os espíritos - essas leis Allan Kardec as classificou como "As leis morais da vida", em contraposição às leis que regem a matéria. As leis morais são estas que nos possibilitam viver e conviver bem uns com os outros, tanto no mundo visível quanto no chamado mundo invisível - a verdadeira realidade da Vida, de onde procedemos e para onde retornaremos ao fim de nosso estágio supervisionado na Terra.
Para aqui somos trazidos para a prática dessas leis - e sofrer-lhes o impacto retificador -, trabalhando por nossa elevação espiritual e auxiliando os demais, na medida de nossas possibilidades, sendo solidários e promovendo a igualdade de tratamento com base nas lições de tolerância e abnegação do Cristo Jesus, que nos convida a sermos fraternos, fazendo ao próximo o que gostaríamos que ele nos fizesse.
Essas leis divinas, dizem-nos os Espíritos Superiores nas obras da Codificação espírita, nós as temos inscritas na consciência. Para segui-las obedientemente, a fim de vivermos verdadeiros momentos felizes, importa conhecermo-nos, consultando a própria consciência, que nos revela as potencialidades e limitações.

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