sábado, 29 de dezembro de 2012

Estudo: dever dos espíritas

Francisco Muniz
(publicado originalmente na revista Visão Espírita n.° 3 - Ano I - Junho.1998)

O Espiritismo é um só e não tem a pretensão de ser dono de verdade alguma. O Espiritismo também não inventou a mediunidade, uma faculdade biológica que todo mundo - homem, mulher ou criança - apresenta. Entretanto, a Doutrina dos Espíritos diferencia-se das práticas espiritualistas pelo caráter científico, explicando os fatos e fenômenos "misteriosos" à luz da razão, da lógica e do bom senso, exatamente como recomenda seu codificador, o sábio francês Allan Kardec.
Assim sendo, é preciso que principalmente os espíritas que se pretendem sérios, aqueles comprometidos com os postulados doutrinários, atentem para a s discrepâncias que se cometem em nome do Espiritismo, procurando dirimir as dúvidas surgidas no seio do movimento e não dando margem a confusões. É dever de todo espírita sério estudar o Espiritismo e praticá-lo, mas não de acordo com seu próprio pensamento, achando que determinado aspecto estaria melhor desse ou daquele jeito.
Ao contrário, deve priorizar sempre os ensinos de Kardec, que é o guia para esses estudos. Quando o Espírito de Verdade, questionado a respeito, propôs que os mandamentos dos espíritas fossem o "amai-vos" e o "instruí-vos", reafirmava os preceitos cristãos de fraternidade e recordava o penamento socrático "conhece-te a ti mesmo".
É, pois, somente vencendo a ignorância que o homem se liberta de conceitos errôneos e caminha na direção do progresso, contribuindo para o esclarecimento próprio e da coletividade.

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