segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Apontamentos sobre a mediunidade olfativa

Francisco Muniz 

Em seu trabalho abnegado de intermediária entre os dois planos – o físico e o dos Espíritos -, trazendo aos trabalhadores e frequentadores do C. E. Deus, Luz e Verdade as orientações dos mentores espirituais, a médium Bernadete Santana é autora, dentre vários outros livros ditados pelo Mentor e demais integrantes da equipe de Irmão Jerônimo, de um opúsculo desconhecido da atual geração de leitores. Trata-se do livro “Conheça sua mente e seu corpo”, resultado de um curso realizado na Casa no final dos anos 80 para o esclarecimento principalmente dos médiuns trabalhadores, necessitados das lições acerca dos fatos que respeitam à interação mente-corpo, com o objetivo voltado para o aprimoramento das atividades desenvolvidas no CEDLV e para o autoconhecimento dos envolvidos nessas tarefas, especialmente as que visam ao tratamento espiritual.

As aulas desse curso, apresentado como “dinâmico” - tal como se explica na introdução do livro, publicado em edição única no ano de 1991 -, foram ministradas pela Equipe Espiritual sob a coordenação do Mentor Irmão Jerônimo. São 14 aulas descritas, sendo as duas últimas dadas à guisa de conclusão, todas elas marcadas pela análise científica dos postulados referentes ao intercâmbio mediúnico a partir da condição dos medianeiros. Queremos, aqui, abordar o conteúdo da 12ª aula, que nos informa sobre questões como o olfato e a linguagem, sendo que anteriormente os amigos espirituais trataram de temas como a visão, os sistemas endócrinos (glandulares), os plexos, magnetismo etc.

De acordo com os autores espirituais do trabalho, o olfato “é também importante no trabalho da mediunidade”. Eles dizem, depois de definirem a mucosa nasal, que as células basais e olfativas do epitélio, ou neurônios olfatórios, “registram os odores mas cada um sendo responsável por um odor distinto. Estes odores dependem em grande parte da carga elétrica das moléculas e de suas frequências infravermelhas”. Nota-se, portanto, a forte interação eletroquímica e magnética a envolver o fenômeno de captação de um prosaico cheirinho. Mas nada é assim tão simples. Vejamos:

“Em toda parte da pituitária (não confundir com a glândula homônima, também chamada de hipófise) encontram-se numerosas glândulas secundárias. O nervo olfatório vai até o centro cortical da olfação, que termina na porção inicial da circunvolução do corpo caloso e num pequeno lóbulo.” Depois de informarem que “além dessas fibras ascendentes, há fibras descendentes, que vão do cérebro ao bulbo olfatório”, os professores do curso narrado no livro de Bernadete informam que “os médiuns percebem e distinguem três tipos de odores nesse plano” (o físico, naturalmente), os quais passamos a considerar:

1º) odor da aura da pessoa, suave e agradável quando há elevação, e insuportável no indivíduo ou em quem está com fluidos pesados por vícios habituais e degradantes;

2º) odor do pensamento, doce e perfumado se provém de pensamentos bons; metálico, causando forte impacto no “chakra” cardíaco e na glândula timo, tratando-se de pessoas de baixo teor vibratório;

3º) odor dos sentimentos, perfumado quando bons e fétidos quando maus e raivosos.


No final dessa lição sobre o olfato, os Espíritos ajuntam que “se um médium se torna responsável e principia a conhecer a verdadeira filosofia da vida, começa a vigiar seus pensamentos, palavras e atos”. E aconselham: “Não esqueça que a prática espiritual exige vigilância constante”, ressaltando que “este é, pois, o papel do médium: empenhar-se em acatar a disciplina, como essencial ao seu autocrescimento. A cada lição, constatamos a necessidade do aprendizado, ponto indispensável para um melhor esclarecimento sobre o nosso campo de ação”.

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