terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Análise de filme V - Cidade dos Anjos

Francisco Muniz
(publicado  originalmente na revista Visão Espírita  n.° 7 - Ano I - Outubro.1998)

Os anjos desse filme não têm asas mas são amigos das alturas e vivem sobre edifícios, antenas de TV, sinais de trânsito e demais geringonças que se elevem do chão. Pouco têm do romantismo que costumamos emprestar a essas figuras do imaginário religioso. O fato de se vestirem de negro é um choque, mas somente na literatura esotérica eles são mostrados de forma, digamos, barroca. Porém, mais do que em outros filmes sobre anjos, essa fita guarda mais semelhanças com a Dourina Espírita, até mesmo no tocante à "música" que ouvem ao nascer e ao por do sol. Léon Denis, no livro O grande enigma, salienta que se mesmo nossos ouvidos físicos fossem bem treinados, seríamos capazes de ouvir o som harmonioso do movimento dos astros. Ora, diriam os sábios, o som não se propaga no vácuo e o espaço é puro vácuo: de onde viria esse som, então? Ora, diremos nós, aqueles que se entregam à sabedoria das leis divinas, com total abnegação, recebe da Divindade, que é a própria Vida, todas as manifestações de que se veja merecedor. Os anjos, estamos certos, são dessas criaturas que, por estarem mais perto do Criador, podem receber mais intimamente uma parcela maior de Seu incomensurável amor.

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