sexta-feira, 26 de outubro de 2012

O que é o amor?

Márcio da Silva Lima
(marciodslima@gmail.com)

"Quem inventou o amor não fui eu, não fui nem ninguém."
(Dorival Caymmi)

Ao final de nossa aula de sábado pela manhã no CEDLV, com os professores Francisco Muniz e Élvio, fiquei decidido e disposto a realizar uma pesquisa bibliográfica para entender o que é o amor, o que fiz muito precariamente. No dia seguinte, abro o Evangelho para fazer a leitura habitual. A página: 146; o título e o subtítulo: "Instruções dos Espíritos" e "A lei de amor".
Entretanto, ao ler as primeiras linhas me perguntei: "Quero saber o que é o amor ou a o que é a lei de amor?" Quero mesmo é saber o que a coisa em si. Mesmo assim, fiz a leitura, na esperança de encontrar algo que me leve até a definição procurada. Vejamos um pouco do que encontrei:

"O amor resume inteiramente a doutrina de Jesus, porque é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados..." (O Evangelho Segundo o Espiritismo, pág. 146)

Por este trecho, vejo que, para alguém que busca uma exata definição, já se estabelecem algumas confusões. Se o amor é o sentimento por excelência, e estes são os instintos elevador, então o amor são os instintos elevados. Neste ponto aparece outra coisa: os instintos. Algo que aumenta a confusão de ideias para definir o que é o amor.
Por experiência própria, ouso dizer que devemos ter muito cuidado com nosso conceito de amor. Porque, desde jovens, nós temos o costume de ficar dizendo: "amo meu nome; "amo minha namorada"; "te amo"; "tenho todo amor pelo time do coração"... Existem, na verdade, milhões de exemplos e também casos com o verbo adorar. Contudo, dando toda atenção à palavra amor, observo que temos uma noção equivocada de seu significado, que vai se fortalecendo com o mau uso da palavra. Decerto que nosso caro irmão Chico Muniz, homem do ramo da comunicação, pode nos esclarecer se isso realmente ocorre. Trocamos paixão e desejo por amor, também apego e zelo por alguma coisa nós dizemos como se fosse amor. Tem um caso muito comum que ilustra o que eu quero dizer: geralmente quando um jovem recebe presentes e alguém pergunta se o garoto ou garota gostou, ele responde: "amei". Quando somos bem jovens e suspiramos ao ver certa jovem, dizemos que é o primeiro amor. Quantos enganos. Confundimos amor com prazer, com desejo, com querer.
Como estudante do Espiritismo, a melhor definição que escutei sobre o amor foi: "Academia Milenar que Oculta a Renúncia". Mas é bom lembrar que nada sei, não sei sobre coisas materiais, sei menso ainda sobre algo tão elevado como amor.
Acredito que temos muito que estudar, descobrir e entender sobre o assunto. Pode-se encontrar um conceito nas epístolas de Paulo aos coríntios e O Livro dos Espíritos deve contar também algumas questões sobre ele. Vamos estudar, vamos procurar, vamos ler e interpretar à luz do Espiritismo.
Trocando em miúdos, como se diz "no popular", penso que este sentimento vem crescendo desde os pródromos da existência humana aqui na Terra. Talvez há milhões de anos um jovem morador das cavernas tenha socorrido um irmão ferido pelas condições do clima, ofertando-lhe alimento, água, mantos e um olhar fraterno. Saindo de épocas tão afastadas no tempo, no século XX tivemos abnegados trabalhadores do bem que ofertaram seu próprio tempo em benefício de irmãos. Chico Xavier, Madre Tereza, Irmã Dulce... e graças a Deus temos outros fraternos irmãos pra citar e comentar. Porém, o objetico é conceiturar o amor e não citar exemplos.
Penso no amor em plenitude que esteve na Terra 2.012 anos atrás, Jesus Cristo...

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Abra sua alma!