domingo, 5 de agosto de 2012

Mãos unidas

Irmã Rafaela

De mãos unidas devemos todos caminhar na direção do progresso comum. De mãos dadas se obtém o entendimento do perdão, necessidade de todos os dias entre os seres encarcerados na carne. É uma prisão para muitos que reclamam, mas oportunidade de reajustamento para todos, pois assim impõe a Justiça Divina.
Os espíritos que no passado delinquiram hoje vêm à Terra ressarcir seus débitos para com a Magna Lei, através da convivência com os que atraiçoaram em ocasiões transatas, sofrendo agora o guante das relações doentias.
Reclamar, quem há-de?, uma vez que a responsabilidade recai sobre todos? Ainda assim, há quem se queixe, perdido nas malhas da própria ignorância que o faz rebelde à boa assistência do Alto. Pobres almas que ainda não iniciaram o aprendizado com a consciência desperta! Terão de experimentar o sofrimento rude que é como o cozimento no fogo das situações conflitivas.
Não estão, contudo, ao desamparo e a bondade do Pai Supremo se faz incessante sobre todos, mais ainda quando esses corações atormentados de bom grado se voltam para o Céu, implorando o socorro.
Mas é necessário cooperar com a Providência, fazendo esforços de compreensão e aceitação resignada da circunstância dolorosa até que seja possível a superação. Isto é o perdão que faz, beneficiando algozes e vítimas momentâneas do infortúnio, até que todos passam a marchar juntos. De mãos unidas.

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