quinta-feira, 31 de maio de 2012

Um pouco de paz

Rafaela (Espírito)

Um pouco de paz, será que já não experimentas? Repara que as vicissitudes da vida atribulam a todos e não é diferente contigo, que tens ainda tuas contas a certar com a divina Lei, a exemplo de todos encarcerados na Terra. Mas vê: as alegrias são mais numerosas, porquanto tu estás atento ao convite para o trabalho na vinha do Senhor; já és capaz de doar de teu tempo e de teu amor a benefício de muitos; já cooperas com os Obreiros do Senhor e as bênçãos que recebes em troca são significativas. Tudo isto é paz e luz em teu caminho, é pão que sacia tua fome espiritual, tornando-te capacitado para maiores incumbências que só as grandes almas recebem do beneplácito do Pai.
Não deves, contudo, declinar de teus deveres, sob pena de veres aumentadas tuas provas. Nós te convidamos reiteradas vezes a não esqueceres a tarefa sagrada de crescer, transformando-te, sendo cada vez mais útil na obra do Cristo, que deseja a Terra, lar dos homens, saneada e conduzida ao progresso dos mundos. Todos são chamados a cooperar, porém, poucos estão suficientemente esclarecidos e por isso a disposição para o trabalho ainda é tíbia. Assim, vem tu; nós te infundiremos a força necessária e, com tua coragem e determinação, haveremos de lograr o êxito que o Cristo estabelece - o de aumentar o contingente de aprendizes do Evangelho, pelas atitudes fraternas no campo da solidariedade, do amor ao próximo.
Vê, são grandes os tormentos que afligem as alma na Terra, unicamente porque elas ainda não aprenderam a ver que suas alegrias não estão exatamente na face escura do planeta, mas nas ignotas dimensões espirituais que já consegues perceber e sabes poderem ser elas alcançadas mesmo no mundo, enquanto se purga as dores da encarnação. Feliz, portanto, de quem desperta para a Verdade, ampliando sua consciência para assimilar a realidade da Vida imortal. No mundo, tudo perece, tudo é ilusório, exceto a dor, ela mesma um instrumento para o despertar da criatura ainda rebelde quanto às misericordiosas determinações de Deus, a bem de todos os Seus filhos.
Então, se caminhas a trilha do dever com responsabilidade e consciência do que és, é claro que experimentas a paz. Não essa paz ilusória apresentada pelo mundo, que empresta lenços às lágrimas mas não estanca o sangue das feridas provocadas pelas inúmeras torturas a que o ser se oferece enquanto não compreende a grandeza de seu destino. Não, a paz que todos buscam não é essa que se faz pela distribuição de migalhas aos famintos enquanto se explora corpos e mentes escravos da ignorância que corrompe e encarcera nas trevas os incautos. Ao contrário, vives a paz da consciência tranquila de quem elegeu servir ao Cristo incondicionalmente, fazendo ao outro o que gostarias que este te fizesse. Vives a paz dos discípulos que junto ao Mestre recebe as lições enobrecedoras, confiando no auxílio do tempo e empregando seus esforços em obras meritórias que sabes não seres tuas, mas do Senhor. Esta, sim, é a paz a ser buscada.

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