segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Chico Xavier e a educação de crianças birrentas

A psicologia aplicada à educação tem exercido grande influência, nas últimas décadas, nos métodos de orientação e educação da infância, algumas das escolas chegando ao ponto de recomendarem a total eliminação dos castigos às crianças, por mais moderados que sejam, sob o argumento de que inibem o completo desenvolvimento físico e mental delas.
Marlene Rossi Severino Nobre, em seu livro Lições de Sabedoria, retransmite-nos fato muito interessante que lera ou ouvira de Fernando Worm:


“Ao final da sessão em que o médium Luiz Antonio Gasparetto, em transe, pintou telas com assinaturas de Picasso, Manet, Modigliani, Tissot, Delacroix, Van Gogh e vários outros, Chico Xavier submeteu-se a uma espécie de sabatina acessível às centenas de pessoas presentes à reunião do Grupo Espírita da Prece.
“Por exemplo, discutia-se o problema de meninos integrantes de lares bem postos que cedo se mostram ineducáveis, seduzidos por viciações e estilos de vida que por vezes os levam ao suicídio entre a idade de 12 a 14 anos. Uma educadora participante fazia colocações do problema, abrangendo desde Freud até as modernas conquistas pedagógicas nesse campo. Depois de ouvi-la, Chico Xavier fez o seguinte comentário:
“Vocês, de certo, conhecem a lenda indu do marajá que não permitia fossem contrariados os desejos de seu filho de seis anos? Não conhecem? Então vamos lá! Certo dia, esse menino manifestou desejo de montar num elefante, no que foi prontamente atendido pelos servos do poderoso marajá. Sucedeu que uma vez montado, não quis descer do lombo do animal. Os servos lhe serviram ali mesmo o café e as demais refeições e, à noite, como se negasse a descer da montaria, arranjaram uma cama para que dormisse como melhor lhe apetecesse. No dia seguinte, preocupado com a permanência do filho naquela situação, mandou chamar um médico, um psicólogo e um professor, mas estes não conseguiram que a criança arredasse pé dali. Finalmente, já aflito, o marajá mandou buscar às pressas um velho tibetano que vivia na montanha e tinha fama de muito sábio. Ali chegando, o ancião, inicialmente, pediu uma escada, no que foi atendido. Tendo subido, cochichou meia dúzia de palavras ao ouvido da criança. Foi o bastante para que esta de pronto descesse do animal. Encantado com o notável feito, perguntou o marajá: ‘Mas, afinal, o que é que o senhor disse ao meu filho que fez com que ele descesse tão depressa?’
“’Disse-lhe’ – retrucou o sábio montanhês – ‘que se não descesse dali imediatamente, iria lhe aplicar uma boa surra de vara’.”

Livro:  O Apóstolo do Século XX – Chico Xavier. Weimar Muniz de Oliveira. FEEGO - Federação Espírita do Estado de Goiás.

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