Galeria da mediunidade extra (CXXI)




RABINDRANATH TAGORE

Rabindranath Tagore (1861-1941) foi um escritor e místico indiano. Seus versos contribuíram de maneira significativa para o melhor conhecimento mútuo das culturas indiana e ocidentais. Nasceu em Calcutá, Índia, então sob o domínio britânico, no dia 7 de maio de 1861. Era filho do reformador religioso hindu Devendranath Tagore de família tradicionalmente dedicada à renovação espiritual.

Tagore foi educado pelo pai, que não concordava com as coerções do ensino clássico. Entre 1878 e 1880 esteve na Inglaterra, onde conheceu a literatura e a música europeia. Em 1881 publicou suas recordações da viagem no jornal Bharati, fundado por seus irmãos em 1876.

Tagore escreveu inicialmente versos em língua bengali em que expõe suas preocupações religiosas, políticas e sociais. Proclama a necessidade de se amar a vida e a natureza e defende o direito à liberdade.
Seus versos são extremamente musicais, destacando-se os volumes “Cantos do Crepúsculo” (1882) e “Cantos da Aurora” (1883).

Em 1891, Tagore estabeleceu-se em Shilaidah para administrar a fazenda paterna. A paisagem de Bengala, sobretudo o Ganges, exerceu grande influência em seus dramas líricos: “Chitrangada” (1892) e “Malini” (1895), como também em uma série de coletâneas poéticas, como “Citra” (1896) e “Sonho” (1900).

Em 1901 Tagore fundou em Santiniketan uma instituição educativa denominada “A Voz Universal”, na qual combinava elementos da cultura hindu e ocidental. Em clima de liberdade com aulas ao ar livre, e lições teóricas e práticas, a escola logo se converteu em centro de difusão do panteísmo espiritualista, relacionados com as doutrinas védicas, e dos ideais de solidariedade humana preconizados pelo fundador.

As preocupações sociais do escritor foram expostas no ensaio “O Movimento Nacionalista” (1904), no romance “Gora” (1907-1910), em relatos como “Um Punhado de Histórias” (1912), que o levaram a defender a independência da Índia, embora sempre tenha considerado que a mudança individual precede a social.

A dor pela morte de sua esposa e de dois de seus filhos, em 1902 e 1907, inspirou a Tagore a escrever seu volume de poesias mais profundo e místico, “Oferenda Poética” (1913-1914). A repercussão da obra influiu na decisão da academia sueca de conceder ao escritor o “Prêmio Nobel de Literatura em 1913”.

Em 1915 recebeu o título de cavaleiro, ao qual renunciou em 1919 em protesto contra o massacre de Amritsar. Tagore passou a desenvolver intensa atividade de conferencista em diversos países. Em 1921 passou a dedicar grande parte de seu tempo na promoção da Universidade internacional “Visva- Bharati”, que fundou nesse mesmo ano no centro de Santiniketan.

Rabindranath Tagore faleceu em Calcutá, Índia, no dia 7 de agosto de 1941. Suas palavras ainda tocam o coração de muita gente. Eis algumas delas, em frases marcantes:

Compreendemos mal o mundo e depois dizemos que ele nos decepciona.

Transformai uma árvore em lenha que ela arderá, mas a partir de então não dará mais flores, nem frutos.

Não podes ver o que és. O que vês é a tua sombra.

O amor é um mistério sem fim, já que não há nada que o explique.

É tão fácil esmagar, em nome da liberdade exterior, a liberdade interior.

O homem mergulha na multidão para afogar o grito do seu próprio silêncio.

(Fonte: ebiografia.com)

(Trilha sonora: "Morning raga" - Ravi Shankar)

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